O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a esquerda perdeu o protagonismo do discurso antissistema ao priorizar a gestão de políticas de austeridade. Em discurso no evento Global Progressive Mobilisation, em Barcelona, o mandatário destacou que, ao focar na governabilidade, o campo progressista abriu espaço para que a direita ocupasse o papel de contestação na política.
O que você precisa saber
- Lula defende que partidos de esquerda devem retomar a coerência com seus programas eleitorais originais.
- O presidente aponta que a extrema-direita capitalizou frustrações populares decorrentes de promessas não cumpridas.
- A agenda progressista deve focar em pautas como trabalho digno, saúde, educação e políticas climáticas.
A crítica ao modelo neoliberal
Segundo o presidente, a esquerda tornou-se parte do sistema ao atuar como gerente de políticas neoliberais. Essa postura teria afastado o campo progressista das demandas reais da população, que busca melhorias concretas na qualidade de vida e acesso a serviços públicos. Para o governo, é necessário apontar os responsáveis pela desigualdade global e pela concentração de riqueza entre bilionários.
Coerência e atuação global
Lula enfatizou que a luta política deve ser global, argumentando que a estabilidade interna é afetada pelo cenário de desordem mundial. O presidente criticou o gasto excessivo com armamentos em conflitos internacionais, sugerindo o redirecionamento de recursos para o combate à fome e investimentos em energia e saúde. O posicionamento ressalta a necessidade de uma agenda que dialogue com as necessidades básicas da sociedade diante dos desafios da política econômica atual.
Fonte: Infomoney