Produtores europeus pedem investigação contra chinesa LB Group

Produtores europeus de dióxido de titânio pedem que a Comissão Europeia investigue a chinesa LB Group por uso de subsídios desleais em aquisições.
Instalações industriais de produção química na Europa Instalações industriais de produção química na Europa
Produtores europeus pedem investigação contra chinesa LB Group em destaque no AEconomia.news.

Uma coalizão de produtores europeus de dióxido de titânio solicitou à Comissão Europeia a abertura de uma investigação contra a chinesa LB Group. O setor alega que a empresa utiliza subsídios estrangeiros desleais para adquirir uma fábrica da britânica Venator, buscando contornar tarifas antidumping impostas pelo bloco europeu.

Impacto das tarifas e estratégia de mercado

A medida surge após a Comissão Europeia estabelecer, em janeiro de 2025, taxas para conter a entrada de itens da LB Group com preços artificialmente baixos. A aquisição da unidade britânica permitiria que a companhia chinesa exportasse para o mercado europeu com isenção de tarifas, aproveitando acordos comerciais vigentes entre o Reino Unido e o bloco.

O setor químico europeu lida com a pressão de rivais chineses, que elevam a oferta global com capacidade produtiva excedente. A aliança responsável pela denúncia inclui empresas como Tronox, Kronos, Precheza e Cinkarna, que detêm aproximadamente 90% da produção de dióxido de titânio na região.

Aplicação do Regulamento de Subsídios Estrangeiros

A denúncia, protocolada em dezembro de 2025, utiliza o Regulamento de Subsídios Estrangeiros da União Europeia. O instrumento permite investigar se empresas não pertencentes ao bloco utilizam subsídios estatais para realizar aquisições. Caso aceito, o processo pode estabelecer um precedente global para a proteção de ativos estratégicos, visto que a indústria química europeia perdeu 9% de sua capacidade produtiva desde 2022.

Instalações industriais de produção química na Europa
Produtores europeus buscam proteção contra subsídios estatais chineses no setor químico.

Fonte: Euronews

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