A Justiça de São Paulo deferiu o processamento da recuperação judicial do grupo Fictor, após identificar inconsistências contábeis e indícios de irregularidades. O magistrado determinou a nomeação de um agente independente para monitorar as operações da companhia de forma contínua.
O que você precisa saber
- O pedido foi motivado por uma crise de liquidez após resgates de investidores atingirem aproximadamente R$ 3 bilhões.
- A empresa de auditoriaPwCfoi nomeada como fiscalizadora, com acesso total a sistemas internos e documentos contábeis.
- A decisão reconhece a formação de um grupo econômico de fato, aplicando a consolidação substancial entre as empresas envolvidas.
Contexto da crise financeira
A solicitação de proteção judicial foi apresentada pela Fictor Holding e pela Fictor Invest. De acordo com os autos, uma intensa corrida de resgates drenou o caixa das empresas, quadro agravado pela vinculação do grupo a escândalos financeiros recentes. A decisão judicial destaca a existência de um caixa único e a interdependência financeira entre as unidades do negócio.
Fiscalização e próximos passos
A atuação da PwC visa coibir a dissipação de patrimônio e assegurar que os recursos remanescentes sejam destinados ao pagamento de credores. Com o deferimento, todas as execuções contra o grupo ficam suspensas pelo prazo de 180 dias. Durante este período, a companhia deverá apresentar o plano de recuperação judicial para apreciação.
A medida busca evitar a insolvência generalizada e manter a continuidade das atividades. A estrutura financeira atípica e a confusão patrimonial apontada pelo juízo seguem sob investigação rigorosa.
Fonte: Moneytimes