Juros futuros caem com sinais de fim da guerra no Oriente Médio

Juros futuros registram forte queda com otimismo gerado por sinais de um possível acordo entre EUA e Irã para o fim do conflito no Oriente Médio.

Os juros futuros fecharam em forte baixa nesta terça-feira (31), dando sequência ao movimento iniciado no dia anterior após um período de estresse na renda fixa local. Investidores em todo o mundo reagiram com otimismo a sinais de que Estados Unidos e Irã estão mais próximos de um acordo para o término do conflito no Oriente Médio.

Nesse contexto, os juros futuros devolveram parte do prêmio de risco acrescido às taxas nas últimas semanas, mas ainda apresentam desempenho inferior em relação a outros mercados locais. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 cedeu de 14,295% para 14,105%. Já a do DI de janeiro de 2031 foi de 14,115% para 13,83%.

Mercado reage a declarações de Trump

O bom humor do mercado foi impulsionado por reportagens que indicaram que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera encerrar os esforços militares no Oriente Médio. Conforme noticiou a imprensa estatal iraniana, Teerã se mostrou aberto a concordar com o término da guerra caso algumas condições fossem respeitadas, o que amplificou o movimento positivo da renda fixa e de outros mercados globais.

Perspectivas para o conflito e ativos brasileiros

Luiz Garcia, diretor de investimentos da SulAmérica Investimentos, avalia que a semana começou em tom mais positivo, com Trump preocupado com a popularidade interna e o efeito nas eleições de meio de período. Ele vê de forma positiva a eventual estratégia americana de abandonar a reabertura do Estreito de Ormuz como condição para encerrar a guerra, considerando que seria custoso e os EUA não são tão afetados pelo petróleo escoado na região.

Juros futuros ainda distantes de câmbio e bolsa

Apesar do alívio da renda fixa, os juros futuros ainda ficaram distantes do desempenho do câmbio e da bolsa. Enquanto o real e o Ibovespa desvalorizaram menos de 1% em março, as taxas prefixadas encerraram o mês com alta de até 9,2%. Garcia nota que os juros continuam muito deslocados, com a pressão observada na renda fixa brasileira sendo uma das principais características da atual crise enfrentada pelo mercado.

Fontes: Globo Infomoney

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