Jovens de Cuba realizam marcha anti-imperialista em Havana

Jovens cubanos protestam em Havana contra sanções dos EUA, utilizando bicicletas e outros meios devido à escassez de combustível. Manifestação defende soberania.

Centenas de cubanos participaram de uma marcha anti-imperialista em Havana, utilizando bicicletas, motocicletas, patins e riquixás devido à escassez de combustível no país. A manifestação ocorreu ao longo do calçadão Malecón, com jovens portando bandeiras de Cuba e imagens de Che Guevara.

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O ato passou em frente à embaixada dos Estados Unidos, com gritos de ordem contra as sanções americanas. O líder cubano, Miguel Díaz-Canel, acompanhou a mobilização e acenou aos manifestantes.

Participantes defenderam a soberania de Cuba e criticaram pressões externas. Carlos Castillo, instrutor de arte, destacou o compromisso dos jovens com os ideais da ilha, apesar da situação atual. A estudante María del Carmen Iglesias ressaltou a defesa de princípios “anti-imperialistas” em um cenário internacional de disputas entre potências.

Cuba atravessa uma severa crise econômica e energética, com apagões frequentes, escassez de alimentos e dificuldades no abastecimento de combustível. As autoridades cubanas atribuem parte da crise ao endurecimento das sanções dos Estados Unidos.

Desde janeiro, restrições ao petróleo destinado à ilha e ameaças de tarifas a países exportadores para Cuba foram impostas. Recentemente, um cargueiro russo com petróleo bruto chegou à ilha, com a Casa Branca permitindo a descarga sem esclarecer futuros carregamentos.

O presidente dos EUA expressou solidariedade aos cubanos, afirmando não ter problemas com o envio de petróleo para a ilha. A política de bloqueio americana tem gerado impactos significativos em Cuba, como apagões diários e escassez de gasolina, provocando críticas internacionais.

Autoridades americanas pressionam o regime cubano por mudanças políticas, com o presidente dos EUA sugerindo a possibilidade de intervenção militar. O regime cubano, por sua vez, prepara-se para uma possível agressão militar, mas mantém disposição para negociar com Washington.

Fonte: UOL

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