O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu o deputado federal José Guimarães (PT-CE) para assumir o Ministério da Secretaria de Relações Institucionais. A pasta é responsável pela articulação política entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.


A decisão foi tomada após consulta ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). A nomeação oficial está prevista para ser publicada na próxima segunda-feira (13), com cerimônia de posse marcada para terça-feira (14).
O cargo estava vago desde a saída de Gleisi Hoffmann, que deixou a pasta para concorrer ao Senado. A escolha de Guimarães se baseia em sua experiência como líder do governo, com conhecimento das negociações entre o Planalto e o Congresso, o que permitiria a continuidade do trabalho.
Inicialmente, o governo considerou Olavo Noleto, secretário-executivo do Conselhão, mas líderes do Congresso apresentaram ressalvas. Lula buscou, então, um articulador com mais experiência política.
Outros nomes foram avaliados, como o senador Otto Alencar (PSD-BA) e o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social). Ambos são considerados leais ao governo e com bom trânsito no Congresso. No entanto, Alencar alegou motivos de saúde e Wellington Dias demonstrou preferência em auxiliar Lula em sua campanha.
A Secretaria de Relações Institucionais é fundamental para a articulação de acordos com deputados e senadores, além da liberação de emendas parlamentares. Por isso, Guimarães foi considerado o nome ideal.
Com a ida de Guimarães para o ministério, Paulo Pimenta (RS) foi escolhido para ser o novo líder do governo na Câmara. Pimenta já atuou como ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência.
Guimarães, em seu quinto mandato como deputado federal, possui proximidade com Arthur Lira e outros líderes do centrão. Sua escolha foi bem recebida por líderes do Congresso, que o consideram um nome estável e com quem já possuem convivência.
Um fator adicional que pesou a favor de Guimarães foi a simpatia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o que é relevante para a relação com o governo.
A negociação para a nomeação de Guimarães durou semanas. Ele planejava concorrer ao Senado pelo Ceará, mas Lula insistiu em seu nome para a articulação política.
Guimarães é uma figura influente no PT e já foi cotado para presidir o partido. Um episódio de 2005, envolvendo seu assessor em Congonhas, foi encerrado pela Justiça Federal em 2021.
Fonte: UOL