A JBS alcançou um acordo provisório de dois anos com cerca de 3.800 trabalhadores de sua fábrica de processamento de carne bovina em Greeley, Colorado, nos Estados Unidos. O acordo foi ratificado pelo sindicato e pela empresa no domingo (12).
As negociações foram retomadas em abril, após um mês de greves. Os trabalhadores buscavam salários que acompanhassem a inflação e o fim das cobranças da empresa pela substituição de equipamentos de proteção. O novo acordo prevê um aumento salarial de quase 33% nos próximos dois anos, protege os empregados contra custos de saúde e garante que não precisarão pagar por equipamentos de proteção individual, segundo o sindicato United Food and Commercial Workers Local 7 (UFCW Local 7).
A JBS expressou satisfação com o acordo, mas lamentou a eliminação do benefício previdenciário que fazia parte de um acordo nacional anterior. Em contrapartida, o sindicato retirou sete acusações de práticas trabalhistas injustas contra a empresa.
O setor de carne bovina nos EUA tem enfrentado desafios de oferta, com os preços atingindo recordes. A greve na JBS impactou a capacidade de processamento do país, em um cenário onde outras empresas como a Tyson Foods também reduziram operações.