Itamaraty: EUA violam boa prática diplomática com expulsão de delegado da PF

Itamaraty critica EUA por violarem boa prática diplomática ao expulsar delegado da PF. Brasil aplica princípio da reciprocidade e retira credenciais de agente americano.

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira (22) afirmando que o governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, não seguiu a “boa prática diplomática” ao determinar a saída do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho dos EUA. O delegado atuava na Flórida e estava envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Em resposta, o Itamaraty informou à embaixada americana que o Brasil aplicará o princípio da reciprocidade contra um funcionário americano.

Medida unilateral dos EUA

Segundo o comunicado brasileiro, o governo Trump descumpriu um trecho do acordo de cooperação entre os dois países. A medida contra o delegado brasileiro foi adotada sem que houvesse um pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo com o governo do Brasil. O Itamaraty ressaltou que toda a comunicação sobre o episódio, incluindo o aviso ao delegado e a reunião com a embaixada americana, ocorreu de forma verbal.

Princípio da reciprocidade aplicado

Em retaliação, o Brasil retirou as credenciais de trabalho de um agente de imigração americano que atuava na sede da PF em Brasília. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou a medida, explicando que o agente americano perde o acesso à unidade e a bases de dados utilizadas para a cooperação entre as polícias dos dois países. Ele esclareceu que o agente americano não será expulso do Brasil, assim como o delegado brasileiro não foi expulso dos Estados Unidos.

Contexto da prisão de Ramagem

A prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem ocorreu em 13 de abril, em uma ação que a PF descreveu como cooperação com as autoridades americanas. Ramagem foi condenado por crimes como organização criminosa e tentativa de golpe de Estado. A Embaixada dos EUA informou que o delegado brasileiro tentou “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas” no país, o que motivou o pedido para que ele deixasse os EUA.

Fontes: G1 Globo UOL

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