O Irã determinou o fechamento do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte de energia, ao acusar os Estados Unidos de violarem o acordo de cessar-fogo com um bloqueio naval a portos iranianos. A medida reverte a reabertura da via e intensifica as preocupações sobre a segurança energética, enquanto governos globais adotam medidas para conter alta nos combustíveis diante da instabilidade geopolítica.
O que você precisa saber
- O Irã ameaça atacar embarcações que se aproximem do Estreito de Hormuz.
- O governo iraniano reportou mais de 3.400 mortes desde o início do conflito em fevereiro.
- AÍndiaconvocou o embaixador iraniano após ataques a navios com bandeira indiana.
Impacto no comércio marítimo e segurança
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) emitiu um alerta declarando que qualquer navio que transite pelo estreito será considerado colaborador do inimigo e alvo de ataques. A operação afeta o fluxo de petróleo e mercadorias, com relatos de disparos contra petroleiros e danos a navios de carga próximos à costa de Omã.
Negociações diplomáticas estagnadas
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou que o país não está pronto para novas negociações presenciais com Washington. O governo iraniano reforça que não entregará seus estoques de urânio enriquecido, mantendo a postura de resistência frente às pressões internacionais.
Crise no Líbano e atuação da UNIFIL
A missão da UNIFIL no Líbano sofreu um ataque que resultou na morte de um soldado francês. O presidente Emmanuel Macron atribuiu a responsabilidade ao Hezbollah e exigiu que autoridades libanesas identifiquem os responsáveis. A Alemanha também condenou o incidente e reiterou a necessidade de desarmamento das milícias na região.

Fonte: Dw