A Organização Marítima Internacional (OMI) reforça que não existe fundamento legal para a imposição de pedágios ou a criação de corredores arbitrários no Estreito de Ormuz. Segundo o secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, o sistema de navegação vigente desde 1968, gerido conjuntamente por Irã e Omã, permanece como a única estrutura reconhecida internacionalmente para garantir o tráfego seguro na região.
O que você precisa saber
- Cerca de 20 mil tripulantes permanecem em aproximadamente 2 mil navios bloqueados no golfo Pérsico.
- A OMI trabalha em um plano de evacuação prioritária focado na segurança humana e na verificação de minas marítimas.
- O direito à livre navegação em estreitos internacionais é considerado inegociável pela convenção daONU.
Impactos no transporte marítimo global
O bloqueio atual intensifica as preocupações sobre a resiliência das cadeias de suprimentos globais. A situação no Estreito de Ormuz, um ponto vital para o escoamento de energia, reflete os desafios enfrentados pelo setor, que frequentemente lida com crises de oferta e oscilações na demanda global. Domínguez lamenta que a importância estratégica do transporte marítimo seja subestimada até que ocorram interrupções severas no fornecimento.
Logística de desbloqueio e segurança
A OMI coordena com os países da região um mecanismo para organizar a saída das embarcações assim que o conflito permitir. O processo de evacuação deve levar semanas, priorizando a integridade física das tripulações e a carga antes de retomar a rotina de tráfego que, em condições normais, movimenta entre 130 e 135 navios diariamente. O secretário-geral ressaltou que, embora existam alertas sobre o risco de minas, não há confirmação oficial de sua presença na rota principal.
Fonte: Elpais