Irã cobra pedágio em criptomoedas de petroleiros em Ormuz

Irã planeja cobrar pedágio em criptomoedas, como bitcoin, de petroleiros que cruzam o Estreito de Ormuz durante cessar-fogo, segundo o Financial Times.

O Irã planeja cobrar pedágio em criptomoedas de navios-tanque que atravessam o Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo de duas semanas na região. A informação foi divulgada pelo Financial Times.

Hamid Hosseini, porta-voz da União dos Exportadores de Petróleo, Gás e Produtos Petroquímicos do Irã, declarou ao jornal que o país pretende tarifar qualquer petroleiro que utilize a rota e submeter cada embarcação a uma avaliação prévia.

Os navios deverão enviar por e-mail às autoridades iranianas detalhes sobre a carga transportada. Em seguida, o Irã informará o valor do pedágio a ser pago em moedas digitais. Hosseini mencionou que a tarifa será de US$ 1 por barril de petróleo, com embarcações vazias passando livremente.

Ele acrescentou que, após a avaliação iraniana, as embarcações teriam poucos segundos para efetuar o pagamento em bitcoin. O jornal também reportou que navios no Golfo receberam advertências por rádio sobre possíveis ataques militares caso tentassem cruzar o estreito sem autorização prévia das autoridades iranianas.

O Irã indicou que interromperia a passagem de petroleiros por Ormuz em resposta a ataques israelenses no Líbano. Hosseini afirmou que o formato de pagamento em bitcoin evitaria rastreamento ou confisco relacionado a sanções.

A situação da rota é um ponto crucial nas negociações para estender a trégua temporária em um acordo mais duradouro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo dependia da “abertura completa, imediata e segura” do Estreito de Ormuz pelo Irã.

Fonte: Globo

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade