Boxeadora Julia Igel não teme Imane Khelif e questiona elegibilidade

Julia Igel não teme Imane Khelif, campeã olímpica sob escrutínio por sua elegibilidade no boxe feminino. Entenda a controvérsia e as declarações.

A boxeadora alemã Julia Igel afirmou não sentir medo de sua adversária, a campeã olímpica Imane Khelif, apesar de questionar a elegibilidade da atleta argelina para a categoria feminina. Khelif, que possui o cromossomo SRY, associado ao desenvolvimento de características masculinas, tem sido alvo de controvérsias sobre vantagens injustas no ringue.

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Igel declarou que uma atleta com características masculinas não deveria competir no boxe feminino. Ela ressaltou que a força de impacto e o perigo de enfrentar alguém com tais atributos são significativamente diferentes. No entanto, a jovem de 25 anos mostrou confiança em suas próprias habilidades e preparo.

Controvérsia na Olimpíada de Paris

A luta marca o retorno de Khelif a Paris, palco de sua medalha de ouro olímpica, mas também de intensas discussões sobre sua elegibilidade. Acusações de testes de sexo inconclusivos nos anos anteriores aos Jogos pairaram sobre a conquista de Khelif. A Federação Internacional de Boxe (IBA), expulsa do Comitê Olímpico Internacional, teria indicado que Khelif e outra atleta apresentavam cromossomos XY e níveis de testosterona masculinos.

Ikram Kerwat, treinadora e manager de Igel, foi mais direta ao comentar a situação, referindo-se a Khelif no masculino devido aos seus cromossomos XY e níveis de testosterona. Kerwat relembrou o caso da italiana Angela Carini, que abandonou uma luta contra Khelif nos Jogos de Paris após 46 segundos, alegando nunca ter sentido um soco como o de Khelif.

Desafio e declaração ao mundo

Apesar das preocupações com segurança, Igel vê a luta como um desafio e uma oportunidade de fazer uma declaração. Ela acredita que a visibilidade do confronto pode impulsionar suas carreiras a novos patamares. Diversas outras boxeadoras teriam recusado a oportunidade de enfrentar Khelif devido às dúvidas sobre sua condição.

Embora a World Boxing exija testes de sexo obrigatórios e não tenha liberado Khelif para competir em eventos amadores femininos, ela obteve sua licença profissional na França sem a necessidade de testes. Khelif admitiu em entrevista que sua diferença é natural e que seus níveis de testosterona foram reduzidos, mas ainda aguarda resposta da World Boxing sobre seus registros médicos.

Igel afirmou que, se Khelif for 100% feminina, ela pode competir no esporte feminino. Caso contrário, deveria parar de se manifestar sobre o assunto. A DW buscou contato com Khelif por meio de sua promotora e empresa de relações públicas.

Confiança na vitória

Julia Igel, com sete lutas profissionais em seu histórico, busca sua sexta vitória. Ela reconhece a pressão sobre Khelif, dada a insatisfação de parte do mundo do boxe com sua participação na categoria feminina. Igel confia em suas habilidades, força, precisão e em um diferencial interno para superar sua adversária, que possui uma vantagem de altura.

Fonte: Dw

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