O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (23) em queda de 0,78%, aos 191.378 pontos, pressionado pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O mercado financeiro reagiu negativamente ao impasse no Estreito de Ormuz, onde o aumento das hostilidades entre o Irã e os Estados Unidos elevou a incerteza global e impulsionou os preços do petróleo.
O que você precisa saber
- ODólarcomercial fechou em alta de 0,58%, cotado a R$ 5,003, voltando a superar a marca dos R$ 5.
- As tensões noOriente Médioelevaram o preço do barril de petróleo Brent acima dos US$ 100, gerando cautela nos mercados internacionais.
- O fluxo cambial brasileiro registrou saldo negativo de US$ 3,2 bilhões em abril até o dia 17, segundo dados doBanco Central.
Impacto nos mercados globais
A instabilidade na região do Oriente Médio, vital para o fornecimento global de energia, contagiou as bolsas de valores ao redor do mundo. Em Nova York, os principais índices operaram em baixa, refletindo a cautela dos investidores diante da possibilidade de interrupções prolongadas no comércio marítimo. A incerteza sobre a duração do conflito e seus efeitos nos custos de produção tem limitado o apetite por risco nos mercados acionários.
Desempenho setorial e ações
No cenário doméstico, a Petrobras (PETR4) registrou alta de 1,40%, descolando-se do movimento negativo do índice. Em contrapartida, grandes bancos como Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) encerraram o dia com perdas, pressionados pelo ambiente de aversão ao risco. A Brava Energia (BRAV3) foi a ação mais negociada do dia, em meio à repercussão de uma oferta de controle pela Ecopetrol.
Perspectivas macroeconômicas
Apesar da volatilidade, indicadores de consumo interno apresentam resiliência. Dados apontam que o consumo nos lares brasileiros subiu 3,2% em março na comparação anual. O mercado agora volta suas atenções para a próxima reunião do Copom, com expectativas de continuidade no ciclo de ajuste da taxa Selic, enquanto monitora os desdobramentos da política econômica e o impacto da volatilidade externa nos ativos locais.

Fonte: Infomoney