Ibovespa recua e fecha semana em baixa com tensões globais

O Ibovespa recua 2,55% na semana influenciado por tensões globais e pela cautela antes das decisões de juros do Copom e do Federal Reserve.
Gráfico de oscilação do Ibovespa durante o pregão. Gráfico de oscilação do Ibovespa durante o pregão.
Ibovespa recua e fecha semana em baixa com tensões globais em destaque no AEconomia.news.

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira (24) com queda de 0,33%, aos 190.745 pontos, acumulando um recuo de 2,55% na semana. O mercado brasileiro reflete a cautela dos investidores diante das incertezas geopolíticas no Oriente Médio e a expectativa pela reunião que definirá os próximos passos da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

O que você precisa saber

  • OIbovesparegistrou a segunda semana consecutiva de perdas, pressionado pelo cenário externo.
  • Odólarcomercial fechou em leve queda de 0,10%, cotado a R$ 4,998.
  • AUsiminas(USIM5) subiu 5,55% após divulgar resultados do 1T26 acima das expectativas.

Impacto geopolítico e mercados

As tensões envolvendo o Irã e os Estados Unidos continuam a ditar o ritmo dos ativos globais. A incerteza sobre o fechamento do Estreito de Ormuz mantém a volatilidade elevada no mercado financeiro. O Petróleo Brent oscilou durante o dia, enquanto as principais bolsas europeias encerraram a sessão no campo negativo.

No cenário doméstico, a confiança do consumidor atingiu o maior nível desde dezembro, segundo dados da FGV. Contudo, a pressão inflacionária e o custo da cesta básica seguem como preocupações centrais. Em meio a esse ambiente, o governo federal anunciou novas diretrizes para o setor de previsões econômicas.

Temporada de balanços e setor bancário

A temporada de resultados do 1T26 ganhou tração com o desempenho da Usiminas. No setor bancário, o Itaú Unibanco (ITUB4) destoou dos pares ao registrar alta de 0,43%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11) recuaram. A Petrobras (PETR4) também fechou em queda, acompanhando o movimento de realização de lucros.

A próxima semana será marcada pela decisão do Copom e do Federal Reserve. Economistas projetam um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando-a para 14,50% ao ano, em um movimento de ajuste gradual diante do cenário de incertezas externas.

Fonte: Infomoney

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade