Ibovespa registra nona alta consecutiva e atinge novo recorde histórico

Ibovespa registra nona alta consecutiva e atinge novo recorde histórico, impulsionado por otimismo internacional e desempenho de commodities. Dólar cai.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou a sexta-feira em alta de 1,12%, alcançando 197.323,87 pontos. Este patamar representa o maior fechamento de todos os tempos, superando a marca do dia anterior. Com este resultado, o índice encerrou a semana com uma valorização acumulada de 4,93%, marcando a terceira semana consecutiva de ganhos e a melhor performance semanal desde janeiro.

Group 14 4
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rico 3
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A sequência de nove altas consecutivas não era vista desde o período entre outubro e novembro do ano passado, quando o índice acumulou quinze pregões positivos. Além disso, o Ibovespa atingiu uma nova máxima histórica intraday, com 197.553,64 pontos, superando o recorde anterior de 195.513,91 pontos.

Cenário Internacional e Repercussões

O dia foi marcado por tensões no Oriente Médio, com declarações entre Estados Unidos e Irã sobre um possível acordo de cessar-fogo. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a única razão pela qual os iranianos estão vivos é para negociar, enquanto o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, condicionou as negociações a um cessar-fogo no Líbano e à liberação de ativos iranianos bloqueados. A situação geopolítica, embora tensa, gerou um otimismo cauteloso nos mercados.

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) de março apresentou alta, mas em linha com as expectativas, sem contaminar os núcleos de inflação. A confiança do consumidor, no entanto, atingiu a mínima histórica. O Federal Reserve avalia que a queda da inflação pode levar mais tempo, mas projeta espaço para cortes de juros após a estabilização dos preços de energia.

Inflação no Brasil e Impacto nos Mercados

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março subiu 0,88%, acima do esperado pelo mercado e refletindo o impacto da guerra no Oriente Médio, especialmente nos preços de energia e alimentos. Apesar da pressão inflacionária, o Bradesco BBI reforçou a visão de que o Brasil está bem posicionado no rearranjo global de capitais, destacando o “excepcionalismo brasileiro”.

O dólar comercial recuou 1,02%, fechando a R$ 5,011, e os juros futuros terminaram o dia mistos, em meio à volatilidade. A inflação mais forte que o esperado reforça a expectativa de que o Banco Central possa optar por um corte de 25 pontos-base na taxa Selic.

Desempenho das Empresas na Bolsa

As ações de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) apresentaram alta, impulsionadas pela queda nos preços do petróleo e pela valorização do minério de ferro, respectivamente. Os grandes bancos também registraram ganhos, enquanto Sabesp (SBSP3) avançou após a apresentação de sua nova fase pós-privatização. Hapvida (HAPV3) disparou, enquanto Azzas 2154 (AZZA3) e Localiza (RENT3) registraram quedas significativas.

A semana que se inicia trará novos indicadores econômicos importantes, como dados de Serviços, Varejo e a prévia do PIB brasileiro (IBC-Br).

Fonte: Infomoney

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