O Ibovespa registrou novos recordes nesta quinta-feira (9), impulsionado por uma combinação de fatores geopolíticos e expectativas de mercado.


O índice subiu 1,46%, atingindo 195.002 pontos, e chegou a operar perto dos 195 mil, renovando máximas históricas. Essa alta ocorreu em um cenário de incertezas globais, com o preço do petróleo Brent e WTI apresentando volatilidade.
Inicialmente, o avanço do petróleo refletiu tensões no Oriente Médio, após relatos de ataques em Líbano e restrições no Estreito de Ormuz, o que gerou preocupações com a inflação e a política monetária global. Bolsas europeias e norte-americanas apresentaram quedas nesse contexto.
No entanto, o mercado brasileiro ampliou os ganhos com relatos sobre a possibilidade de um acordo de paz entre Israel e Irã, mediado pelo presidente dos Estados Unidos. O primeiro-ministro israelense indicou instruções para o início de negociações de paz com o Líbano, incluindo o desarmamento do Hezbollah.
Essas informações trouxeram alívio e impulsionaram o Ibovespa a renovar sua máxima histórica, fechando em alta de 1,52%, a 195.129 pontos. No dia anterior, o índice já havia encerrado em alta de 2,09%, impulsionado por uma pausa na guerra no Oriente Médio.
Grandes bancos globais, como Morgan Stanley e JPMorgan, continuam a ver o Brasil como um mercado emergente atrativo. Eles destacam os fundamentos corporativos, a exposição a commodities energéticas e o valuation considerado favorável.
O JPMorgan aponta que a redução dos riscos geopolíticos no Oriente Médio ajuda a reancorar o cenário para mercados emergentes, com projeções de recuperação do índice MSCI Emerging Markets. O Morgan Stanley mantém uma exposição acima da média em ações brasileiras, citando empresas líderes e geração de caixa consistente.
Willian Queiroz, da Blue3 Investimentos, comentou que o anúncio sobre o cessar-fogo abriu espaço para recuperação e alívio de volatilidade, apesar dos riscos remanescentes no Oriente Médio. A perspectiva de fim da guerra trouxe a calmaria necessária para o Ibovespa atingir novas máximas.
Galípolo e dados econômicos dos EUA
Em um evento em São Paulo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a expectativa do mercado funciona como uma bússola para a autoridade monetária, especialmente em um momento de incerteza na economia global.
Nos Estados Unidos, foram divulgados dados econômicos relevantes. O índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu 0,4% em fevereiro, acima do esperado. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 0,5% no quarto trimestre de 2025, abaixo da projeção de 0,7%.
Fonte: Infomoney