O Hezbollah disparou foguetes contra a cidade israelense de Kiryat Shmona e atacou soldados do IDF em Wata Al-Khiam, no sul do Líbano, na manhã desta sexta-feira (10). O grupo declarou agir em resposta às violações do cessar-fogo pelo regime israelense. Israel seguiu com operações terrestres no sul do Líbano ao longo da noite de quinta para sexta.
A retaliação do grupo ocorre um dia após o disparo de cerca de 30 foguetes contra o norte de Israel na quinta-feira (9). O Líbano contabilizava os mortos do dia anterior, com o saldo dos ataques israelenses de quarta-feira (8) superando 300 mortos e 1.150 feridos em todo o país, segundo as autoridades de saúde libanesas. O maior número de vítimas foi registrado em Beirute, com 91 mortos na capital.
O IDF afirmou ter atingido mais de 100 centros de comando e instalações militares do Hezbollah em dez minutos na quarta-feira, em Beirute, no Vale do Bekaa e no sul do Líbano. Entre os alvos estava Ali Yusuf Harshi, secretário pessoal e sobrinho do líder do Hezbollah, Naim Qassem, morto em um ataque na região de Beirute.
Israel também destruiu a última ponte sobre o rio Litani que ligava o sul do Líbano ao restante do país e implantou forças adicionais na região. Um porta-voz militar israelense declarou que a área ao sul do Litani está desconectada do Líbano e que Israel pretende mantê-la como uma zona de contenção. Mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas no Líbano desde o início do conflito.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o IDF continuará atacando o Hezbollah onde for necessário e que as operações no Líbano não integram o cessar-fogo firmado com o Irã. A Casa Branca confirmou a mesma posição. O Hezbollah e o Irã advertiram que haverá repercussões para todo o acordo caso os ataques israelenses não cessem.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, anunciou que o país apresentará queixa urgente ao Conselho de Segurança da ONU, classificando os ataques como violação flagrante do direito internacional e humanitário. O presidente libanês, Joseph Aoun, chamou os bombardeios de bárbaros.
Fonte: Infomoney