Guilherme Boulos admite transição de 90 dias para fim da escala 6×1

Ministro Guilherme Boulos admite transição de 90 dias para o fim da escala 6×1, buscando celeridade na mudança da jornada de trabalho no país.
Ministro Guilherme Boulos em entrevista sobre mudanças na jornada de trabalho. Ministro Guilherme Boulos em entrevista sobre mudanças na jornada de trabalho.
Guilherme Boulos admite transição de 90 dias para fim da escala 6x1 em destaque no AEconomia.news.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, sinalizou abertura para negociar um período de transição de até 90 dias visando a adaptação das empresas ao fim da escala de trabalho 6×1. A declaração ocorre em meio aos esforços do Governo Federal para acelerar a tramitação de um projeto de lei que altera a jornada laboral no país.

O que você precisa saber

  • O governo federal defende o fim da escala 6×1 com prazos de adaptação técnica.
  • A proposta do Executivo prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais.
  • O ministro considera improvável a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição ainda neste ano.

Posicionamento do governo e tramitação

Boulos reforçou que o governo busca celeridade na implementação das mudanças, motivo pelo qual enviou um projeto de lei em regime de urgência ao Congresso. O ministro criticou propostas de transição longas, anteriormente discutidas na Comissão de Constituição e Justiça, classificando-as como postergação da medida.

A estratégia do governo é substituir a PEC em curso por seu próprio projeto de lei, que possui trâmite mais ágil. O regime de urgência constitucional estabelece prazos rígidos para a votação nas duas casas legislativas, visando evitar o travamento da pauta.

Impactos no setor produtivo

O debate sobre a alteração na jornada de trabalho gera cautela entre representantes do setor produtivo. Empresários manifestam preocupação com possíveis aumentos nos custos operacionais, riscos à produtividade e impactos no nível de emprego.

O governo sustenta que a transição de 60 a 90 dias é um procedimento padrão para a adequação a novas legislações trabalhistas. Enquanto o Executivo pressiona pelo projeto, o presidente da Câmara mantém o cronograma de tramitação da proposta constitucional, mantendo o tema em evidência na Política Econômica nacional.

Fonte: Globo

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