Guerras geram perdas econômicas significativas e duradouras nos países afetados, com uma queda média de 7% na produção em cinco anos e cicatrizes que persistem por mais de uma década. A constatação é de uma pesquisa divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O FMI analisou o custo de conflitos ativos, que atingiram os níveis mais altos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e as consequências macroeconômicas do aumento nos gastos militares. A pesquisa utilizou dados de 164 países desde 1946.
Em 2024, mais de 35 países registraram conflitos em seus territórios, afetando aproximadamente 45% da população mundial. O FMI ressalta que, além do custo humano, as guerras impõem encargos econômicos persistentes e difíceis compensações macroeconômicas.
Países envolvidos em conflitos externos podem, em certa medida, evitar a destruição física direta e grandes perdas econômicas. No entanto, nações vizinhas e parceiros comerciais importantes sentem os impactos do conflito.
As perdas de produção decorrentes de guerras tendem a persistir por mais de uma década, superando frequentemente os efeitos de crises financeiras ou desastres naturais de grande magnitude. O FMI também observou que conflitos contribuem para a depreciação cambial sustentada, perda de reservas e aumento da inflação, intensificando o estresse macroeconômico.
Fonte: G1