Guerra no Irã eleva preços globais e desacelera crescimento econômico

Guerra no Irã eleva preços de alimentos e combustíveis globalmente, desacelera crescimento e aumenta inflação, afetando especialmente países pobres.

As consequências econômicas da guerra no Irã estão pressionando consumidores e empresas globalmente, elevando o preço de itens essenciais como alimentos e combustível.

Economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) alertam que a guerra molda a economia global de diversas maneiras, resultando em preços mais altos e crescimento mais lento.

Sinais dessa tensão foram observados em projeções de aumento da pobreza no mundo árabe, salto na inflação na Europa e novas máximas nos preços da gasolina nos Estados Unidos.

Impacto em países pobres

Os efeitos são especialmente pesados para nações com menos recursos. Países da África, Sul da Ásia, América Latina e Oriente Médio, que importam a maior parte de sua energia, enfrentam dificuldades para arcar com os custos elevados.

Para essas economias, o efeito é comparado a um “grande e repentino imposto sobre a renda”, segundo economistas do FMI.

Desafios de suprimento e produção

Mesmo com a disponibilidade de recursos, o fornecimento de petróleo, gás e outras commodities cruciais pode ser afetado pelo bloqueio do Irã ao Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital. Danos à infraestrutura energética na região também são um fator.

Cerca de um terço dos fertilizantes mundiais é transportado pelo Estreito de Ormuz. Com o início da temporada de plantio no Hemisfério Norte, a escassez de fertilizantes pode levar a colheitas mais fracas e preços de alimentos mais altos no futuro.

A escassez de outros materiais produzidos no Golfo Pérsico, como hélio, enxofre e nafta — usada na indústria de plásticos —, pode desacelerar a produção industrial e reduzir o crescimento em alguns países.

Preocupações na Europa e EUA

Na Europa, os preços mais altos de energia impulsionaram a inflação nos 21 países da zona do euro. Os preços ao consumidor subiram 2,5% em março, o ritmo mais rápido em um ano.

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, indicou que o banco está preparado para elevar as taxas de juros caso a inflação permaneça acima da meta de 2%.

Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina ultrapassou US$ 4 por galão, um patamar não visto desde agosto de 2022. O custo médio da gasolina comum saltou 35% desde o fim de fevereiro.

Famílias de baixa e média renda sentem o aperto de forma desproporcional, tornando a economia americana mais desigual e dependente do consumo de alta renda, segundo a agência Moody’s.

A incerteza sobre a duração da guerra e os danos à infraestrutura energética na região gera apreensão em governos, empresas e consumidores.

Algumas autoridades implementaram medidas para reduzir o consumo, como incentivar o uso de bicicletas, escadas e a redução da jornada de trabalho.

Vencedores da crise

Países exportadores de petróleo que conseguem manter o fornecimento, como Irã e Rússia, lucram com os preços mais altos. Com a suspensão de algumas sanções americanas, esses países podem usar os recursos para financiar seus esforços de guerra.

Fonte: Infomoney

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