O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 40,4% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 37%, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (8). A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais, o que configura um empate técnico entre os dois pré-candidatos.
No cenário de segundo turno, Flávio Bolsonaro, com 45,8%, ultrapassa numericamente Lula, que obteve 45,5%. A disputa se mantém estabilizada em relação à rodada anterior, realizada em março, quando Lula tinha 40,3% e Flávio, 35% no primeiro turno.
No segundo pelotão de candidatos, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 6,5%, seguido por Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), ambos com 3% das intenções de voto. Os eleitores indecisos somam 8,5%, e brancos e nulos, 1%. Aldo Rebelo (DC) registra 0,6%.
A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 pessoas entre os dias 3 e 7 de abril, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00605/2026-BRASIL.
Segundo turno: Lula vence outros adversários
Apesar do empate técnico com Flávio Bolsonaro, Lula apresenta vantagem em simulações de segundo turno contra outros candidatos. Ele tem seis pontos percentuais de diferença contra Ronaldo Caiado (45% a 39%) e Romeu Zema (44,7% a 38,7%). A margem aumenta para 18,6 pontos contra Renan Santos, com Lula vencendo por 45% a 26,4%.
Decisão de voto e avaliação de governo
O levantamento indicou que os eleitores estão mais indecisos. Em janeiro, 64,5% declaravam voto decidido, contra 35,5% que poderiam mudar. Atualmente, os decididos caíram para 48,6%, enquanto os que podem mudar subiram para 51,4%.
A avaliação do governo estabilizou, com pouca variação dentro da margem de erro. Os que consideram o governo “ótimo” somam 10,7% (eram 12%), “bom” 21,5% (eram 22,6%), “regular” 19% (eram 18,3%), “ruim” 15% (eram 16,3%) e “péssimo” 31,4% (eram 29%).
Sobre a maior ameaça à democracia brasileira, a concentração de poder no Judiciário foi a mais citada (42,5%), seguida pela corrupção na classe política (16,5%). A maioria dos entrevistados (41%) se declarou contra qualquer tipo de anistia, enquanto 32% são favoráveis, inclusive para Jair Bolsonaro e militares. Outros 21% apoiam anistia apenas para manifestantes.
Fonte: Estadão