O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo federal ainda não definiu se manterá ou revogará a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”. A cobrança incide sobre mercadorias adquiridas em plataformas de comércio eletrônico estrangeiras.

Segundo Alckmin, a medida atual foi deliberada pelo Congresso Nacional, e o Executivo mantém o processo em fase de análise. Anteriormente, o vice-presidente havia manifestado apoio à manutenção da cobrança como instrumento de proteção ao setor produtivo nacional e preservação de empregos.
Contexto da taxação e arrecadação
O debate sobre o imposto retornou ao centro das atenções após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificar a medida como desnecessária. Em resposta, entidades do setor produtivo enviaram ofício ao Palácio do Planalto alertando para os riscos de uma eventual revogação da alíquota.
De acordo com dados da Receita Federal, a arrecadação com a tributação atingiu R$ 425 milhões em janeiro deste ano, um aumento de 25% na comparação anual. No acumulado de 2025, a medida somou R$ 5 bilhões aos cofres públicos, sendo um ponto fundamental para o cumprimento da meta fiscal vigente.
Impacto no setor produtivo
A taxação foi implementada originalmente para mitigar a desvantagem competitiva de empresas brasileiras frente à importação de produtos de baixo valor, especialmente os provenientes da China. O tema reflete o embate entre a política econômica de arrecadação e as pressões por desoneração do consumo.
Enquanto o governo avalia os próximos passos, a manutenção da alíquota permanece como um dos principais fatores de influência tanto no planejamento financeiro dos consumidores quanto nas estratégias de competitividade das empresas nacionais no comércio eletrônico.
Fonte: G1