O governo federal está considerando a implementação de uma contrapartida para cidadãos que aderirem à renegociação de dívidas: o bloqueio do acesso a plataformas de apostas esportivas, conhecidas como bets. A medida visa combater a reincidência no endividamento.
A proposta, discutida no âmbito do Ministério da Fazenda, prevê a restrição do acesso por meio do CPF de quem renegociar débitos. A ideia é impedir que o dinheiro destinado ao pagamento de dívidas seja direcionado para apostas.
Avaliação de efetividade e desafios
A pasta da Fazenda avalia a efetividade da medida, considerando que muitas casas de apostas operam ilegalmente no país. Existe a preocupação de que o bloqueio se restrinja apenas às plataformas autorizadas, permitindo que o endividado utilize outros meios para apostar.
Uma fonte do governo indicou que há uma percepção de que o dinheiro das famílias está sendo direcionado para apostas esportivas, o que poderia impactar negativamente a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora o presidente tenha manifestado oposição às bets, a regulamentação do mercado foi vista como uma tentativa de estabelecer regras para o setor.
Propostas no Congresso
A bancada do PT na Câmara dos Deputados discute duas propostas a serem apresentadas ao Congresso. Uma delas foca na proibição das plataformas de apostas no país, enquanto a outra sugere o aumento escalonado da tributação sobre essas empresas, opção vista com maior simpatia pela equipe econômica.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já se reuniu com a bancada do PT para discutir o papel das apostas no endividamento dos brasileiros. A decisão final sobre qual proposta seguir ainda não foi definida, mas o aumento de impostos é considerado um caminho mais viável pela Fazenda.
Fonte: Globo