Governo admite transição para fim da escala 6×1 no Brasil

Governo Federal avalia regra de transição para o fim da escala 6×1, mas descarta novas desonerações para o setor empresarial brasileiro.
Fachada do Palácio do Planalto em Brasília. Fachada do Palácio do Planalto em Brasília.
Governo admite transição para fim da escala 6x1 no Brasil em destaque no AEconomia.news.

O Governo Federal admite a possibilidade de incluir uma regra de transição no projeto que visa encerrar a escala de trabalho 6×1. Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, embora a flexibilização da jornada seja debatida, não há espaço fiscal para novas desonerações destinadas a compensar o setor empresarial.

Reunião no Palácio do Planalto sobre mudanças na legislação trabalhista
Ministro José Guimarães discute propostas legislativas no Planalto.

A proposta em discussão busca reduzir a carga horária semanal de 44 para 40 horas, limitando a jornada a cinco dias de trabalho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende anunciar a medida em maio, mês dedicado aos trabalhadores, conforme informou o ministro em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto.

Desafios na tramitação legislativa

O governo busca celeridade na aprovação do texto, tendo protocolado a proposta com regime de urgência. Contudo, o presidente da Câmara, Hugo Motta, defende a tramitação via Proposta de Emenda Constitucional (PEC), o que, na visão do Executivo, tornaria o processo mais lento. O debate sobre a escala de trabalho enfrenta resistência de empresários preocupados com o impacto econômico da mudança.

Regulamentação de aplicativos e apostas

Além da jornada de trabalho, o governo avalia o cenário para outras pautas econômicas. O projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos de transporte e entrega deve ser postergado para após as eleições, devido à falta de consenso entre plataformas, trabalhadores e oposição.

Sobre o endividamento das famílias, o governo estuda medidas mais rígidas para o setor de apostas online, conhecidas como bets. Embora o presidente Lula tenha manifestado preferência pela proibição total, o ministro Guimarães ressaltou que a articulação Política no Congresso aponta para uma regulamentação mais severa, em vez de um veto completo.

Fonte: Infomoney

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