O Goldman Sachs colocou seus escritórios em Paris sob vigilância policial nesta quinta-feira (3) após autoridades americanas alertarem sobre uma ameaça de um grupo pró-iraniano que planejava atacar prédios de bancos americanos na cidade com dispositivos explosivos.



A instituição financeira multinacional americana autorizou seus funcionários em Paris a trabalhar remotamente. “A segurança de nossos funcionários é nossa prioridade absoluta, e estamos tomando as medidas necessárias para garantir sua segurança”, disse uma porta-voz à agência AFP.
Embora o governo francês e os serviços de segurança acreditem que a França não será diretamente alvo, interesses americanos e israelenses em solo francês podem ser visados devido às escaladas no Oriente Médio.
Ataque com bomba frustrado
O alerta ocorre após um ataque frustrado a uma agência do Bank of America em Paris em 28 de março. Quatro pessoas, um jovem adulto e três menores, foram formalmente indiciadas.
O adulto é suspeito de ter recrutado os adolescentes, que teriam sido encarregados de plantar um dispositivo explosivo do lado de fora do prédio.
O Escritório Nacional Antiterrorismo da França informou que o incidente pode estar ligado a um grupo islâmico pouco conhecido com possíveis laços com o Irã, embora nenhuma conexão formal tenha sido estabelecida.
O grupo Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya (HAYI), que se traduz como Movimento Islâmico dos Companheiros da Direita, já reivindicou responsabilidade por ataques a alvos da comunidade judaica no Reino Unido, Bélgica e Holanda.
A segurança reforçada ocorre pouco mais de um mês após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, desencadeando um conflito regional mais amplo.
Fonte: Euronews