O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes foi sorteado relator de uma ação movida pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). A ação surge após os dois parlamentares terem acusado Mendes de estupro durante uma sessão da CPI do INSS. O caso chegou ao STF em 31 de março, com o sorteio da relatoria ocorrendo na quinta-feira, 9.
Na sessão da CPI em 27 de março, Gaspar relembrou um discurso crítico de Luís Roberto Barroso, direcionado a Gilmar Mendes em 2018, onde o chamou de “uma pessoa horrível, uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”. Gaspar, que é relator da CPI e pré-candidato ao Senado, foi aplaudido pela oposição e criticado pela base governista após a leitura da declaração.
Na mesma sessão, o deputado leu o relatório final da CPI, que propôs o indiciamento de 200 pessoas por fraudes no INSS. O caso que será analisado por Gilmar Mendes foi decorrente da mesma sessão. Gaspar afirmou estar à disposição para quaisquer esclarecimentos, inclusive DNA, diante das acusações.
Lindbergh Farias e Soraya Thronicke solicitaram à Polícia Federal a investigação de Gaspar por suposto estupro de uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado há oito anos. A vítima teria hoje 21 anos e a criança, 8. Gaspar nega as acusações e as considera uma represália ao seu relatório que pedia o indiciamento do empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.
Fonte: Estadão