Gerdau: Itaú BBA eleva recomendação para compra e vê potencial de alta

Itaú BBA eleva recomendação da Gerdau (GGBR4) para compra, destacando potencial de alta e melhora em operações na América do Norte.
Logo da Gerdau 03/05/2022 REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa

O Itaú BBA elevou a recomendação para as ações da Gerdau (GGBR4) de neutra para outperform, equivalente à compra. A decisão foi motivada pela recente desvalorização de 10% do papel, que abriu uma nova oportunidade de entrada no mercado. O preço-alvo para o fim de 2026 foi mantido em R$ 24, indicando um potencial de valorização de 26%.

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Nesta quarta-feira (1), as ações da Gerdau subiram 3,79%, alcançando R$ 19,72. O banco destaca que o patamar atual oferece uma combinação mais atraente de risco e retorno, com a companhia negociada a 3,9 vezes o EV/Ebitda estimado para 2026 e expectativa de geração de caixa consistente.

Cenário regional e projeções

Na América do Norte, a Gerdau deve apresentar desempenho acima do estimado anteriormente. O ambiente de preços mais firme no primeiro semestre, com aumento recente de US$ 40 a US$ 60 por tonelada no MBQ (Barras de aço comerciais) e custos controlados, beneficiam a operação. O Itaú BBA revisou a margem Ebitda de 2026 de 20,4% para 22,6%.

No cenário doméstico, o ambiente ficou mais desafiador. O banco reduziu a projeção de margem Ebitda no Brasil para 8,9% (ante 9,7%), citando um mercado mais competitivo e demanda mais fraca no segmento industrial. A conjuntura macroeconômica deve limitar ganhos de rentabilidade no curto prazo, apesar da capacidade de execução operacional da companhia.

Desempenho trimestral e diversificação

O efeito combinado dessas revisões levou o Itaú BBA a aumentar levemente a estimativa de Ebitda consolidado para 2026, agora previsto em R$ 11,6 bilhões. A diversificação geográfica é vista como um fator de defesa importante em um ano de volatilidade eleitoral.

Para o primeiro trimestre de 2026 (1T26), o banco projeta uma melhora significativa no desempenho operacional. O Ebitda deve atingir R$ 2,82 bilhões, alta de 19% em relação ao trimestre anterior, com margem de 16,4%. O avanço é impulsionado pela operação norte-americana, com margem prevista de 24%, devido a preços mais altos e volumes maiores.

No Brasil, o Ebitda deve ficar em R$ 489 milhões, com margem de 7,1%, refletindo melhor mix de vendas, queda nos preços de aço especial e custos controlados. O lucro líquido estimado para o trimestre é de R$ 912 milhões.

Fonte: Infomoney

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