Fazenda descarta federalização do BRB e busca alternativas

Ministério da Fazenda descarta federalização do BRB e busca alternativas para recapitalização, enquanto Correios buscam eficiência com parcerias.

O Ministério da Fazenda não avaliza a federalização do BRB (Banco de Brasília) como solução para as dificuldades financeiras da instituição. A proposta de absorção do banco distrital por uma instituição federal, como o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal, foi levantada pelo mercado após o rombo deixado por negócios com o banco Master.

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“Isso [federalização do BRB] é um tema que, inclusive, não tem o ok do Ministério da Fazenda para avançar”, declarou o ministro Dario Durigan em entrevista à GloboNews.

O prejuízo exato do BRB com o Master ainda é desconhecido, pois o banco adiou a divulgação de seu balanço de 2025, prazo legal para companhias de capital aberto. Investigações apontam que o BRB adquiriu R$ 12,2 bilhões em créditos fraudulentos da instituição de Daniel Vorcaro.

Diante do adiamento do balanço, o presidente do BRB, Nelson Antôniode Souza, informou que o banco solicitará um empréstimo de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões a outras instituições financeiras. Essa solicitação se soma ao pedido de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), feito em março, para capitalizar o banco.

Uma alternativa para a recapitalização do BRB é a venda de carteiras de crédito. Segundo Durigan, o Tesouro Nacional autorizou a venda de carteiras com títulos do Tesouro como garantia, permitindo que essa garantia seja repassada ao comprador. Bancos como Caixa e BB, além de instituições privadas, podem adquirir esses ativos.

O ministro Durigan ressaltou que não haverá intervenção federal direta ou ajuda específica para uma questão do governo do Distrito Federal. “O governo do DF tem que conseguir lidar com a situação do BRB e, se eventualmente escalar para uma situação de risco sistêmico, o próprio Banco Central tem que conduzir uma conversa no governo federal”, afirmou.

Em outro ponto, Durigan abordou a situação dos Correios, que passa por reestruturação após prejuízos. Ele sugeriu parcerias com empresas privadas, como joint ventures ou a separação de cadeias de logística, para otimizar os processos e tornar a empresa mais eficiente. O ministro mencionou a possibilidade de novas modalidades caso o Programa de Demissão Voluntária (PDV) não atinja as metas.

Os Correios já registraram a adesão de 2.117 empregados ao PDV até o fim de março, representando 21% da meta de 10 mil desligamentos para 2026. Outras 5.000 demissões voluntárias estão projetadas para 2027.

Fonte: UOL

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