A Força Aérea Brasileira (FAB) decidiu manter o desenvolvimento de seu sistema de data link, o Link BR2, em detrimento da adoção do sistema americano Link 16. A oferta do sistema americano foi apresentada ao comandante da FAB, tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, durante celebrações do 75.º aniversário da Força Aérea dos EUA.
O sistema de data link é essencial no conceito de guerra centrada em rede, pois conecta sensores, comandantes e tripulações. Essa integração visa sincronizar ações, aumentar a velocidade das decisões e a eficácia em combate. A troca ágil de informações militares é fundamental para a coordenação e interoperabilidade entre forças aliadas.
Em 2022, a oferta americana incluía o Link 16, um sistema utilizado por membros da OTAN. A Suécia, que empregava um sistema próprio em seus caças Gripen, migrou para o Link 16 devido à falta de interoperabilidade em operações. Contudo, sistemas de guerra centrada em rede também enfrentam riscos, como a vulnerabilidade a ataques cibernéticos.
A FAB optou por seguir com o Link BR2, que tem potencial para se integrar a outros sistemas da Defesa brasileira, como o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) da Marinha. O desenvolvimento do Link BR2 representa um avanço nas capacidades de comando e controle da Força Aérea.
A decisão de manter o sistema nacional foi tomada após ponderação, considerando exemplos como o sueco e a possibilidade de o sistema americano ter sido oferecido com o intuito de desfavorecer o desenvolvimento tecnológico brasileiro. O Link BR2 equipará os caças Gripen, produzidos pela Embraer/Saab, com potencial de exportação para países como Colômbia e Índia.
Fonte: Estadão