EUA e Irã divergem sobre inclusão do Líbano em acordo de cessar-fogo

EUA e Irã divergem sobre inclusão do Líbano em cessar-fogo. Enquanto Teerã ameaça encerrar o acordo, Washington e Israel afirmam que o Líbano não faz parte das negociações.

Apesar do anúncio de um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã, divergências significativas surgiram sobre a inclusão do Líbano nas negociações. Enquanto o Irã afirma que o acordo abrange o Líbano e ameaça encerrá-lo caso os ataques israelenses continuem, os EUA e Israel insistem que o Líbano não faz parte do pacto.

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O vice-presidente dos EUA, JD Vance, classificou a interpretação iraniana como um “mal-entendido legítimo”, afirmando que o Líbano não foi incluído no acordo. Israel, por sua vez, declarou que continuará a atacar o Hezbollah, mesmo após o cessar-fogo. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ressaltou que o acordo não representa o fim da campanha militar, mas sim um passo em direção aos objetivos de Israel.

Ataques em Líbano e reações internacionais

O Ministério da Saúde do Líbano reportou 182 mortes em um único dia devido aos ataques israelenses, o maior número desde o início do conflito em março. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) expressou indignação com a “carnificina” e a destruição, alertando para o pânico e o caos no país.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os ataques como “horríveis” e “inacreditáveis”, pressionando por um fim ao conflito. O presidente francês, Emmanuel Macron, também defendeu a inclusão do Líbano no cessar-fogo, considerando-a uma condição necessária para a credibilidade e durabilidade do acordo.

Mercados e negociações futuras

A notícia do cessar-fogo foi recebida com otimismo por líderes mundiais e mercados globais. No entanto, relatos indicam que investidores fizeram apostas significativas na queda do preço do petróleo pouco antes do anúncio do acordo, levantando questões sobre informações privilegiadas.

As negociações entre EUA e Irã estão programadas para começar no Paquistão no sábado. A Casa Branca confirmou que o vice-presidente JD Vance liderará a delegação americana. A reabertura do Estreito de Ormuz, crucial para o tráfego marítimo, é um dos pontos centrais das discussões, com os EUA se opondo a pedágios para navios.

Fonte: Dw

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