A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) anunciou planos para proibir a importação de equipamentos fabricados pelas chinesas Huawei, ZTE, Hytera, Hikvision e Dahua. Desde 2021, as cinco empresas constam em uma lista de risco à segurança nacional. A nova proibição abrangerá também equipamentos com autorização anterior à ordem original.




A FCC abriu consulta pública e pode oficializar o veto rapidamente para evitar uma corrida à s importações. Equipamentos já adquiridos por consumidores poderão continuar a ser usados. As empresas chinesas são lÃderes globais em equipamentos de telecomunicações e câmeras de segurança, com a Huawei controlando 40% do mercado global de telecomunicações e a Hikvision liderando o mercado de câmeras de segurança.
A proposta integra restrições recentes, como a proibição de drones chineses e de novos roteadores domésticos fabricados na China. A mudança na polÃtica americana transforma uma restrição prospectiva em retroativa, o que pode pressionar paÃses como o Brasil a revisarem contratos e concessões com Huawei e ZTE, sob risco de isolamento em cadeias de fornecimento e inteligência controladas pelos EUA.
Impacto no mercado de tecnologia
A aposta da empresa de IA DeepSeek no hardware doméstico chinês, desenvolvendo seu próximo modelo V4 para rodar exclusivamente em chips da Huawei, representa um teste concreto para a polÃtica americana de controle de exportações de chips. A empresa reescreveu partes do código com engenheiros da Huawei e da Cambricon, excluindo a Nvidia do processo.
Alibaba, ByteDance e Tencent já encomendaram centenas de milhares de unidades do chip mais recente da Huawei. Os modelos anteriores do DeepSeek foram treinados em chips da Nvidia, mas a exigência de licença para exportação de chips à China gerou um prejuÃzo estimado em US$ 4,5 bilhões à empresa americana.
Cooperação e tensões geopolÃticas
Em outro desenvolvimento, a China e a Rússia vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que incentivava a proteção da navegação no Estreito de Hormuz, alegando que a medida era enviesada contra o Irã. Os EUA criticaram o veto e pediram apoio para garantir a segurança da rota, vital para o escoamento de um quinto do petróleo global.
O lÃder chinês Xi Jinping pediu a aceleração da construção de um novo sistema energético, com expansão de hidrelétricas e avanços em energia nuclear, mantendo o carvão mineral como base. A China busca diversificar sua matriz energética, apesar das décadas de promessas de redução do uso de carvão.
Iniciativas de colaboração e direitos humanos
A Tsinghua, em parceria com universidades da América Latina, lançou o Desafio China-América Latina para Redução da Pobreza, buscando soluções de estudantes para a pobreza global. A Human Rights Watch está recrutando um pesquisador sênior para assuntos da China, com foco em direitos humanos.
Estão abertas as inscrições para bolsas na Universidade de Medicina Chinesa de Hebei, com oportunidades para estudo de idioma, cultura e medicina tradicional chinesa.
Fonte: UOL