O cenário político no Rio de Janeiro enfrenta um agravamento após trocas de acusações entre o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) e o presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL). O conflito gira em torno da crise institucional instaurada no estado após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro e a vacância do cargo de vice-governador.
Entenda a crise institucional no Rio
A disputa judicial no Supremo Tribunal Federal (STF) envolve ações movidas pelo partido de Paes, que questionam o formato da eleição suplementar para o governo fluminense. Enquanto a defesa de Paes pleiteia o voto popular, o grupo de Ruas sustenta que a judicialização do processo é a causa da instabilidade atual. O julgamento no STF permanece paralisado após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Contexto da vacância no Executivo
A crise se aprofundou com a renúncia de Cláudio Castro em março, um dia antes de sua condenação pelo TSE por abuso de poder político e econômico. A ausência de um sucessor imediato ocorreu porque o cargo de vice estava vago desde a saída de Thiago Pampolha para o TCE. Atualmente, o governo interino é exercido pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça.
Rebatida de Paes e impactos econômicos
Em manifestação pública, Eduardo Paes atribuiu a responsabilidade pela situação à gestão do grupo político que governa o estado desde 2019. O ex-prefeito citou problemas na gestão de contas públicas e a deterioração de indicadores sociais como o IDEB. A tensão política ocorre em um momento em que o estado busca estabilidade econômica, tema que frequentemente impacta o desempenho do Ibovespa e a confiança de agentes do mercado financeiro.
Fonte: Globo