O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo não repetirá ações passadas de intervenção direta nos preços dos combustíveis, que têm subido globalmente devido ao conflito no Oriente Médio. Ele destacou que é preciso ter balizas para as decisões, evitando tanto a manutenção de preços administrados sem a devida governança das empresas quanto a exposição total do país à volatilidade do mercado.
Durigan explicou que uma primeira leva de medidas já foi implementada pelo governo federal, e uma segunda, em conjunto com os Estados, visa garantir a oferta de diesel. Mais de 80% dos estados aderiram à proposta de subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado entre abril e maio, com custo dividido entre União e estados.
O ministro admitiu que a iniciativa pode impactar positivamente o resultado fiscal e auxiliar as famílias brasileiras, sem interferir nas empresas. Ele ressaltou que novas medidas serão estudadas pelo Ministério da Fazenda, caso necessário, para evitar prejuízos fiscais, aproveitando o aumento da arrecadação decorrente da alta do petróleo.
Segundo Durigan, o governo poderá estender medidas para o gás de cozinha (GLP) e o querosene de aviação (QAV), dependendo da evolução do conflito e seguindo a orientação do presidente Lula de mitigar os impactos da guerra para os brasileiros. Ele enfatizou a proteção do interesse nacional e da economia, visando apoiar caminhoneiros e famílias.
Fonte: Infomoney