Um mês após o início do conflito com o Irã, Dubai enfrenta uma queda no fluxo de visitantes e baixa ocupação hoteleira. A instabilidade geopolítica afetou um dos principais motores econômicos da cidade, tradicionalmente um destino turístico relevante no Oriente Médio.
O impacto é mais visível em Palm Jumeirah, bairro conhecido por seus resorts de alto padrão e restaurantes sofisticados. O local, que costuma registrar grande movimento, agora apresenta baixa circulação de pessoas e hotéis operando muito abaixo da capacidade.
O movimento de saída de turistas começou em 28 de fevereiro, após destroços de um drone iraniano atingirem um hotel na cidade. O incidente repercutiu nas redes sociais e desencadeou cancelamentos e partidas antecipadas.
Queda na ocupação e nas tarifas
Segundo reportagens, a retração da demanda pressionou os preços. Hotéis de luxo passaram a oferecer diárias significativamente mais baixas. Em alguns casos, valores que variavam entre 7.000 e 10.000 dirhams recuaram para cerca de 3.000 dirhams por noite.
Mesmo empreendimentos com maior apelo registram ocupação reduzida. Um dos principais hotéis da região operava com cerca de 20% dos quartos ocupados, enquanto outros apresentavam taxas próximas de 5%.
Relatos de hóspedes indicam mudanças no comportamento diante do cenário. Parte dos visitantes deixou a cidade após os ataques, enquanto moradores adotaram medidas de precaução nos primeiros dias do conflito.
Impacto da guerra na imagem do destino
A deterioração do turismo ocorre em meio à intensificação das ações militares. Os ataques deixaram mortos e feridos, expondo a sensibilidade de Dubai a choques externos, apesar de sua estratégia de se posicionar como um polo global de negócios e lazer.
Ainda assim, há expectativa de recuperação após a estabilização do cenário. A cidade já enfrentou outras crises relevantes nas últimas décadas e conseguiu retomar rapidamente sua atividade econômica, movimento que agentes locais acreditam que pode se repetir.

Fonte: Infomoney