O dólar à vista opera com leve variação frente ao real, impulsionado pela notícia de que o Irã elabora um protocolo com Omã para monitorar o tráfego pelo Estreito de Ormuz. Essa rota é responsável por cerca de um quinto do petróleo mundial.
A sinalização de uma possível normalização da rota marítima trouxe alívio aos ativos locais. Por volta das 13h, o dólar à vista operava estável, cotado a R$ 5,1582, após oscilar entre R$ 5,1495 e R$ 5,1771. No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a seis moedas fortes, subia 0,28%, aos 99,925 pontos.
A possibilidade de trânsito em Ormuz, sob determinados critérios, foi mencionada pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi. Ele afirmou que os requisitos visam facilitar e garantir a passagem segura, além de oferecer melhores serviços aos navios.
Apesar da aversão ao risco global, provocada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os mercados domésticos apresentavam desempenho superior ao de pares latino-americanos e emergentes. O câmbio foi o ativo menos afetado na abertura.
No início da tarde, o dólar subia 0,06% ante o peso mexicano e 0,67% contra o florim húngaro. A visão é que o Brasil, como grande produtor de etanol e politicamente mais isolado de conflitos, está bem posicionado para enfrentar os impactos globais.
Fonte: Globo