Dólar Fecha Estável Abaixo de R$ 5 com Expectativa de Paz no Oriente Médio

Dólar fecha estável abaixo de R$ 5 com mercado atento ao Oriente Médio e expectativa de cessar-fogo mais longo. Analistas discutem impactos no real.
A worker counts U.S. dollar banknotes at a currency exchange office in Jakarta, Indonesia, on Wednesday, March 2, 2022. The dollar is rising against virtually every peer as fallout from the sanctions levied against Russia supercharge demand for the world’s reserve currency. Photographer: Dimas Ardian/Bloomberg

Dólar Comercial Termina Estável Abaixo de R$ 5

O dólar à vista encerrou a sessão em estabilidade, mantendo-se abaixo do patamar de R$ 5 pela segunda vez consecutiva. O mercado aguarda desdobramentos sobre os conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com notícias indicando que Estados Unidos e Irã avaliam a prorrogação do cessar-fogo por mais duas semanas. Há também expectativa pela reabertura do Estreito de Ormuz. Em um ambiente de incerteza global, o real demonstrou resiliência, sustentado pelo diferencial de juros.

Cotação e Variação do Dólar

Ao final das negociações do mercado à vista, o dólar comercial registrou uma leve queda de 0,03%, cotado a R$ 4,9917. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 4,9844 e a máxima de R$ 5,0019 durante o dia. O euro comercial, por sua vez, variou positivamente em 0,03%, fechando a R$ 5,8899. O índice DXY, que mede a força do dólar contra seis moedas fortes, apresentou leve recuo de 0,03% no exterior.

Análise do Cenário Econômico

Apesar de uma tentativa inicial de recuperação, o dólar não sustentou a alta, operando próximo à estabilidade. Analistas apontam para uma postura mais defensiva dos investidores, na ausência de direcionamentos claros sobre o conflito no Oriente Médio. O diferencial de juros no Brasil continua a oferecer suporte à moeda local, encarecendo posições compradas em dólar. A sensibilidade do Brasil a eventos que afetem a China também é considerada um fator relevante no cenário econômico atual.

Perspectivas para o Real

Especialistas indicam que o cenário permanece construtivo para o real, desde que o endividamento público não retorne ao centro das atenções. A perspectiva de queda de juros pode ser afetada por pressões inflacionárias decorrentes de conflitos globais. Caso haja avanços nas negociações diplomáticas e um cessar-fogo mais duradouro, com a reabertura do Estreito de Ormuz, o real pode apresentar valorização adicional, potencialmente rompendo o nível de R$ 5,00.

Fontes: Globo Infomoney

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