A CEO do DBS, Tan Su Shan, afirma que a cibersegurança representa o maior risco atual para as instituições financeiras, superando preocupações com a volatilidade do mercado ou choques geopolíticos. O setor enfrenta um cenário de ameaças em rápida evolução, exigindo vigilância permanente.
A nova fronteira da guerra digital
A abordagem do banco baseia-se no princípio de não confiar em ninguém, com a realização de testes de estresse contínuos e simulações de ataques. A estratégia visa antecipar vulnerabilidades antes que sejam exploradas, especialmente em um momento em que a Inteligência Artificial reduz as barreiras para ameaças cibernéticas sofisticadas.
Impacto da inteligência artificial
Embora a adoção de novas tecnologias prometa ganhos de produtividade, Tan alerta que essas ferramentas expandem a superfície de ataque, especialmente quando integradas a sistemas críticos. A executiva enfatiza a necessidade de implementar salvaguardas rigorosas em infraestruturas que interagem diretamente com clientes ou processamento central.

Gestão de dados e resiliência
Para mitigar riscos, o DBS implementou estruturas rígidas de governança de dados, focando no ciclo de vida da informação. A resiliência operacional, que envolve a adaptação a tensões comerciais, tornou-se um pilar central para a continuidade dos negócios. A instituição reforça a necessidade de planos de contingência prontos para cenários adversos, complementando investimentos em tecnologias de automação.
Fonte: Cnbc