Bank of America projeta 43% da cota de carne bovina da China preenchida para 2026

Bank of America estima que 43% da cota de carne bovina da China para 2026 já foi preenchida, indicando forte demanda e possível esgotamento da cota entre agosto e setembro.

O Bank of America estima que aproximadamente 43% da cota chinesa para importação de carne bovina em 2026 já tenha sido comprometida. Essa projeção considera um ritmo acelerado de compras pela China, incluindo embarques brasileiros em trânsito ou em processo de liberação alfandegária.

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Caso o ritmo atual de aquisições se mantenha, a cota total, estimada em cerca de 1,1 milhão de toneladas, poderá se esgotar entre agosto e setembro. O cenário evidencia a forte demanda chinesa por proteína bovina, mesmo com o aumento dos preços internacionais.

A instituição sugere que o surto de febre aftosa na China e o ciclo de baixa do gado no país podem intensificar os incentivos para importar carne bovina acima da cota, mesmo com a tarifa de 55%.

Impactos das salvaguardas para a carne bovina

Em fevereiro, o Bank of America discutiu com a Abiec o impacto potencial das medidas de salvaguarda da China sobre a carne bovina. A expectativa era de que os preços para a China se aproximassem de US$ 6,0/kg, impulsionados pela forte demanda local. Os preços de fato subiram, atingindo US$ 5,83/kg em março, com um aumento de 15% em relação ao ano anterior, enquanto os volumes exportados para a China cresceram 16%.

Observa-se um descompasso entre os dados de exportação do Brasil e as estatísticas de importação da China, possivelmente devido a atrasos logísticos e de desembaraço aduaneiro. A China reportou importações de 372 mil toneladas de carne bovina brasileira em janeiro-fevereiro, indicando que embarques de dezembro podem estar sendo contabilizados em 2026.

Exportações de proteínas no primeiro trimestre

As exportações brasileiras de proteínas mantiveram um ritmo forte no primeiro trimestre de 2026. A carne bovina registrou um avanço de 20% em relação ao ano anterior, seguida pelo frango (+5%) e pela carne suína (+15%). Esses números reforçam o cenário de oferta global restrita e a posição do Brasil como fornecedor essencial.

Apesar da alta nos preços internacionais, especialmente da carne bovina (+15% a/a), a valorização do real e o aumento dos custos, como o do gado, pressionaram as margens do setor. O segmento de frango apresentou maior estabilidade, beneficiado por custos de ração mais baixos.

Fonte: Moneytimes

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