O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, solicitou a participação efetiva da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Em um painel no 12º Brazil Investment Forum, em São Paulo, Costa Neto reconheceu que o empenho de Michelle pode não ser fácil, especialmente considerando sua preferência declarada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).






“Esperamos que ela entre na campanha para valer e para ajudar nosso Flávio a ser presidente do Brasil. Não vai ser fácil”, declarou Costa Neto. Ele reiterou que o PL poderá perder a eleição de 2026 unicamente por falhas internas e desentendimentos.
O líder do PL informou que buscará mediar conflitos entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que têm trocado farpas nas redes sociais. “Amanhã (8) vou jantar com Nikolas Ferreira, que é o maior fenômeno eleitoral do Brasil. Dia 19 vou para Miami conversar com Eduardo para não ter mais desentendimento. Vou conversar com cada um”, disse.
Costa Neto previu que Nikolas Ferreira superará o recorde de votos para deputado federal no Brasil, atualmente detido por Eduardo Bolsonaro. “Ele vai bater recorde de votação 1,8 milhão de votos do Eduardo e vai passar de 2 milhões de votos”, afirmou.
O presidente do PL também defendeu alianças com figuras políticas de outros espectros, mencionando Ciro Gomes (PSDB) no Ceará e o senador Sérgio Moro, que se filiou ao PL no Paraná. “Nós temos que fazer aliança com Ciro Gomes no Ceará, que o único com condições de bater o PT lá. Ciro briga com todo mundo, com a mãe, irmã, e até comigo. Mas tinha processos contra ele e retirei todos”, explicou.
Costa Neto relembrou que Moro deixou o Ministério da Justiça criticando diversos nomes, mas superou divergências para se tornar o pré-candidato do PL ao governo do Paraná. “O Moro tinha 40% nas pesquisas e foi só ir para o PL que chegou aos 60%”, comentou, sem especificar a fonte da pesquisa.
O partido também enfrentará o desafio de conquistar votos no Nordeste, região eleitoral do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nosso desastre é o Nordeste”, admitiu Costa Neto, citando a Bahia como exemplo, onde Bolsonaro perdeu para Lula por 6 milhões de votos em 2022.
Para 2026, além do apoio a Ciro Gomes no Ceará, o PL considera apoiar ACM Neto (União Brasil) na Bahia. O partido projeta eleger entre 115 e 120 deputados federais e 25 senadores. Com alianças estratégicas, o PL poderia alcançar 45 senadores, garantindo maioria e a eleição do próximo presidente do Senado.
Fonte: Moneytimes