Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, intensificou sua campanha internacional por uma mudança de regime em Teerã durante visita oficial a Berlim. O opositor exilado instou governos europeus a abandonarem tentativas de negociação com a atual liderança iraniana, argumentando que a estabilidade regional é incompatível com o sistema vigente.

Posicionamento político e estratégias
Durante conferência de imprensa, Pahlavi classificou o governo atual como um regime em declínio e afirmou que não existem alas pragmáticas ou reformistas dentro da estrutura de poder. O opositor, que reside nos Estados Unidos, posiciona-se como uma figura de transição capaz de liderar um processo democrático caso a gestão atual seja destituída.
Contexto político e articulação em Berlim
A agenda de Pahlavi na Alemanha inclui reuniões com parlamentares, como Armin Laschet, presidente do comitê de política externa do Bundestag. Embora o governo alemão tenha reiterado que não planeja encontros oficiais com o opositor por ele atuar como indivíduo privado, figuras políticas conservadoras defendem o diálogo como forma de preparar alternativas para o futuro do país.
A presença de Pahlavi em Berlim foi marcada por protestos e um incidente onde foi atingido por um líquido. As autoridades locais detiveram um suspeito para averiguação, enquanto o opositor criticou a postura da Alemanha, acusando o Governo de ceder a pressões diplomáticas de Teerã.
Desafios para a oposição iraniana
Apesar do apoio de grupos monarquistas, a figura de Pahlavi enfrenta resistência em setores da oposição iraniana. Críticos questionam sua legitimidade democrática e a viabilidade de um retorno da família real ao poder. A incerteza sobre o nível de adesão interna dentro do Irã permanece como um dos principais obstáculos para sua proposta de transição política.
Fonte: Dw