Representantes de mais de 50 nações reúnem-se em Santa Marta, na Colômbia, para a primeira conferência dedicada exclusivamente à transição energética e ao abandono gradual de combustíveis fósseis. O encontro busca estabelecer planos práticos e equitativos para reduzir a dependência global de carvão, petróleo e gás natural, identificando medidas legais e econômicas para essa mudança.

O que você precisa saber
- A conferência ocorre entre 24 e 29 de abril, com foco em estratégias práticas.
- Participam das discussões países como Canadá, Austrália, Reino Unido e Noruega.
- O evento busca superar a falta de mandatos vinculantes observada em cúpulas anteriores da ONU.
Desafios da transição energética
Apesar do avanço das fontes renováveis, que compõem mais de um terço da matriz elétrica global, a eliminação dos combustíveis fósseis enfrenta obstáculos financeiros. Subsídios anuais de cerca de US$ 920 bilhões mantêm os preços desses recursos artificialmente competitivos.
A volatilidade nos preços de energia, acentuada por tensões geopolíticas, expõe a vulnerabilidade de nações dependentes de fontes externas. A transição é debatida como um meio de fortalecer a estabilidade e a soberania energética.
Obstáculos legais e sociais
O encontro em Santa Marta funciona como um espaço de diálogo para superar gargalos complexos. Pontos centrais incluem a compensação de corporações por lucros cessantes e a proteção dos postos de trabalho dos profissionais do setor de energia.
O evento é co-organizado pela Colômbia e pelos Países Baixos. A ausência de grandes produtores como China, Estados Unidos, Rússia e Arábia Saudita limita o alcance imediato, mas os resultados servirão como base para futuras negociações climáticas internacionais.
Fonte: Dw