A notícia de um acordo de trégua militar de duas semanas entre Estados Unidos e Irã impulsionou as bolsas de Nova York, enquanto os preços do petróleo registraram uma queda significativa, saindo da marca de US$ 100 por barril. O otimismo inicial entre os investidores foi testado ao longo do dia por novas tensões na região, incluindo ataques israelenses ao Líbano e o fechamento do Estreito de Ormuz, indicando que a volatilidade nos mercados internacionais pode persistir.
Em Wall Street, os principais índices apresentaram alta superior a 2%. No entanto, a cautela prevaleceu em relação a uma maior redução nos juros, com investidores atentos às decisões do Federal Reserve (Fed) e à pressão inflacionária.
Repercussão nos Mercados Globais
As bolsas asiáticas fecharam em baixa, refletindo o ceticismo em relação à fragilidade do cessar-fogo. O índice sul-coreano Kospi caiu 1,61% em Seul, e o Nikkei japonês recuou 0,73% em Tóquio. Em Hong Kong, o Hang Seng teve queda de 0,54%. Na China continental, o Xangai Composto registrou perda de 0,72%.
A bolsa australiana foi uma exceção, com o S&P/ASX 200 avançando 0,24% em Sydney, apesar do cenário geopolítico incerto.
Volatilidade no Preço do Petróleo
Os preços do petróleo voltaram a subir após uma queda inicial, impulsionados pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pelas dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo. O barril do West Texas Intermediate (WTI) avançou 5% e chegou a US$ 99,13, enquanto o Brent, referência internacional, subiu 3,82%, a US$ 98,57.
A instabilidade na oferta de petróleo, decorrente de ataques e restrições no Estreito de Ormuz, contribui para a alta dos preços. A reabertura do estreito, por onde circula grande parte do petróleo mundial, foi breve, e novas restrições aumentaram o clima de incerteza.
Cenário de Incerteza Geopolítica
Novos ataques israelenses ao Líbano contra o Hezbollah, apoiado pelo Irã, e relatos de ataques com mísseis e drones em países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, intensificaram o receio dos investidores quanto à oferta de petróleo. Analistas apontam que o cessar-fogo já demonstra sinais de fragilidade, mesmo com pouco tempo de vigência.
Além da geopolítica, os investidores aguardam novos dados da economia chinesa para avaliar a demanda global por petróleo.
Fontes: Globo Moneytimes G1