A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou publicamente que o Brasil atravessa um momento de crise de confiança em relação às instituições, com impacto direto na percepção sobre a Corte. Durante o Congresso Brasileiro de Direito Civil, realizado na FGV no Rio de Janeiro, a magistrada enfatizou que, apesar das falhas humanas, o Judiciário permanece indispensável para a manutenção do Estado de Direito.
A importância da estabilidade institucional
Segundo a ministra, a percepção de fragilidade das instituições democráticas decorre de equívocos que exigem correção. Ela destacou que o Judiciário é composto por indivíduos passíveis de erros, mas ressaltou que a ausência de um sistema de justiça independente comprometeria a proteção de direitos fundamentais. A magistrada defendeu que a aplicação da lei deve ser rigorosa, tratando a Constituição Federal como norma impositiva.
Atuação dos magistrados e o cenário político
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, defendeu recentemente uma postura de maior contenção por parte dos juízes. Para o magistrado, a atuação de juízes como agentes políticos pode contribuir para a deterioração da confiança pública. O tema integra um debate amplo sobre as tensões entre os Poderes e a necessidade de imparcialidade na magistratura.
Desafios na aplicação das leis
Cármen Lúcia pontuou que o Brasil possui capacidade técnica para a elaboração de normas, mas enfrenta dificuldades crônicas em sua execução. A ministra reforçou que o cumprimento das regras vigentes é o principal pilar para que o cidadão recupere a credibilidade no sistema jurídico. Em análise crítica, a magistrada observou que a dinâmica política brasileira gera instabilidade, exigindo compromisso renovado com a segurança jurídica e a democracia.
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Fonte: Globo