Carlos Bolsonaro reclama de restrições em visitas ao pai

Carlos Bolsonaro critica restrições de visitas impostas por Alexandre de Moraes ao pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar.

Após visitar o pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) manifestou descontentamento com as regras impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As determinações restringem o acesso dos filhos que não moram com o ex-presidente.

Em sua conta na rede social X (antigo Twitter), Carlos classificou a medida como “peculiar”, pois os horários das visitas são limitados e ele terá que “dividir esse tempo entre os irmãos”. A decisão de Moraes estabelece que os filhos não residentes podem visitar Bolsonaro às quartas-feiras e aos sábados, em horários fixos.

A defesa de Jair Bolsonaro havia solicitado “livre acesso” dos filhos, mas o pedido foi negado. Moraes justificou que a prisão domiciliar é uma medida excepcional e temporária, concedida por razões de saúde, e não altera o regime de cumprimento de pena, que permanece fechado.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Ele foi transferido para prisão domiciliar após ficar internado em terapia intensiva, visando a recuperação de uma broncopneumonia.

O despacho de Moraes também alerta que o descumprimento das regras da prisão domiciliar pode levar à revogação do benefício e ao retorno imediato ao regime fechado.

Carlos Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão na lista de filhos não residentes. Eduardo está nos Estados Unidos, enquanto Flávio, como advogado de Bolsonaro, possui maior acesso.

Moraes também definiu que Bolsonaro poderá receber visitas diárias de um advogado por vez, com duração máxima de 30 minutos, mediante agendamento. Carlos Bolsonaro relatou que o pai continua com “crises de soluços intermináveis” e que sua saúde “se deteriora rapidamente” devido às comorbidades e ao cerceamento de liberdade.

Fonte: Estadão

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