O capital de risco, conhecido como private equity, consolida uma presença expressiva no mercado de energia renovável na Espanha. Embora as grandes elétricas ocupem o protagonismo, gestoras de investimento privado ampliaram suas aquisições na última década, tornando-se uma força motriz na construção de parques solares e eólicos.

Crescimento das operações
Dados da plataforma Deale indicam que o volume de operações do private equity no setor saltou de 51 para 250 transações anuais em 2025. Esse movimento reflete a busca por ativos com visibilidade de longo prazo durante a transição energética. Em 2025, o capital de risco concentrou 33,2% das operações corporativas no Mercado espanhol de renováveis, ante 2% registrados em 2020.
A maturidade tecnológica dos ativos renováveis, que operam com viabilidade comercial sem subsídios, atrai investidores em busca de rentabilidade superior. Contudo, a alta concorrência pressiona as margens, forçando gestoras a assumir riscos maiores no financiamento de projetos em desenvolvimento.
Impactos no sistema elétrico
O avanço do capital privado ocorre sob preços voláteis no mercado de energia. A crescente oferta renovável gera episódios de preços negativos em horas de pico, afetando as receitas dos produtores.
Para mitigar a volatilidade, gestoras apostam em contratos de longo prazo e sistemas de armazenamento por baterias. Atualmente, a adoção de baterias em parques espanhóis alcança apenas 5% das instalações, evidenciando o desafio de estruturar uma infraestrutura resiliente para o futuro.
Fonte: Cincodias