O presidente Donald Trump avaliava as consequências de um ultimato ao Irã, com a ameaça de destruir parte de sua civilização caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto. Em meio a reuniões e discussões sobre possíveis alvos, Trump expressou disposição em atacar pontes e usinas de energia iranianas, responsabilizando o governo iraniano por colocar civis em risco.






Uma mensagem encorajadora sobre um acordo em formação, divulgada pelo primeiro-ministro do Paquistão, e um acordo costurado às pressas por mediadores internacionais, incluindo Paquistão e China, ofereceram uma saída para a guerra impopular. O secretário de Defesa Pete Hegseth chegou a declarar uma “vitória histórica e avassaladora no campo de batalha”.
No entanto, o frágil cessar-fogo, anunciado por Trump, rapidamente mostrou sinais de desgaste devido à falta de concordância pública sobre os objetivos para encerrar o conflito. Após 36 horas de reviravoltas diplomáticas, a situação do Estreito de Ormuz permaneceu indefinida, e o destino do urânio enriquecido do Irã, sem solução.
Ameaça de Trump gera pânico no Irã
Na véspera da ameaça pública de Trump, negociações privadas progrediam, com o líder supremo do Irã sinalizando aprovação para avançar. O Paquistão tentava mediar um cessar-fogo para abrir espaço a negociações de paz mais amplas.
Contudo, a impaciência americana levou Trump a emitir sua ameaça pública. Autoridades iranianas, furiosas com o prazo e com ataques à infraestrutura, decidiram suspender as negociações. Mensagens desafiadoras foram publicadas nas redes sociais, e o poder de influência sobre o estreito foi visto como uma vantagem.
O pânico se instalou entre civis iranianos com a ameaça de ataques a usinas de energia. A mídia divulgou orientações de sobrevivência, e moradores correram aos supermercados, esvaziando prateleiras de alimentos e água. Dezenas de milhares fugiram para o litoral do mar Cáspio, causando engarrafamentos massivos.
Esforços diplomáticos frenéticos buscam salvar acordo
Com a ameaça iraniana de abandonar as conversas, esforços diplomáticos intensos ocorreram do Oriente Médio à China. O Paquistão, Turquia, Egito e Catar buscaram o Irã, mas foi a China, com seus laços econômicos estreitos, que rompeu o impasse.
Autoridades chinesas aconselharam o Irã a aceitar o cessar-fogo, sugerindo flexibilidade e a abertura do Estreito de Ormuz à navegação por duas semanas, considerando o impacto econômico global. O comandante do Exército do Paquistão informou Trump sobre o acordo iraniano, e o presidente americano concordou em aceitá-lo.
Acordo frágil e divergências surgem
Trump anunciou a suspensão dos bombardeios por duas semanas para trabalhar em um acordo de paz. Contudo, divergências sobre o alcance do acordo surgiram quase imediatamente.
O primeiro-ministro do Paquistão anunciou o cessar-fogo, mas Israel o considerou um “confronto separado” em relação ao Líbano. Trump e seus assessores não divulgaram os termos negociados, desdenhando uma proposta iraniana de 10 pontos.
Apesar de a Casa Branca anunciar que o vice-presidente JD Vance viajaria ao Paquistão para conversas com os iranianos, altas autoridades iranianas acusaram os EUA de violar o acordo. O presidente do Parlamento iraniano considerou as negociações “irracionais” diante dos ataques a Israel e da oposição americana ao enriquecimento nuclear do Irã.
Fonte: Infomoney