Casa Branca detalha 36 horas de caos na negociação de cessar-fogo com Irã

Casa Branca detalha 36 horas de caos e reviravoltas diplomáticas na negociação de um cessar-fogo com o Irã, marcado por pânico e divergências.
A Marine sentry stationed outside the West Wing, signifying President Donald Trump was working inside, at the White House in Washington, April 7, 2026. President Trump’s efforts to circumvent the reality on the ground in the Middle East and move into a peace process have been hampered by an adversary that continues to hold leverage. (Tierney L. Cross/The New York Times)

O presidente Donald Trump avaliava as consequências de um ultimato ao Irã, com a ameaça de destruir parte de sua civilização caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto. Em meio a reuniões e discussões sobre possíveis alvos, Trump expressou disposição em atacar pontes e usinas de energia iranianas, responsabilizando o governo iraniano por colocar civis em risco.

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ISRAEL LEBANON EXPLAINER
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Uma mensagem encorajadora sobre um acordo em formação, divulgada pelo primeiro-ministro do Paquistão, e um acordo costurado às pressas por mediadores internacionais, incluindo Paquistão e China, ofereceram uma saída para a guerra impopular. O secretário de Defesa Pete Hegseth chegou a declarar uma “vitória histórica e avassaladora no campo de batalha”.

No entanto, o frágil cessar-fogo, anunciado por Trump, rapidamente mostrou sinais de desgaste devido à falta de concordância pública sobre os objetivos para encerrar o conflito. Após 36 horas de reviravoltas diplomáticas, a situação do Estreito de Ormuz permaneceu indefinida, e o destino do urânio enriquecido do Irã, sem solução.

Ameaça de Trump gera pânico no Irã

Na véspera da ameaça pública de Trump, negociações privadas progrediam, com o líder supremo do Irã sinalizando aprovação para avançar. O Paquistão tentava mediar um cessar-fogo para abrir espaço a negociações de paz mais amplas.

Contudo, a impaciência americana levou Trump a emitir sua ameaça pública. Autoridades iranianas, furiosas com o prazo e com ataques à infraestrutura, decidiram suspender as negociações. Mensagens desafiadoras foram publicadas nas redes sociais, e o poder de influência sobre o estreito foi visto como uma vantagem.

O pânico se instalou entre civis iranianos com a ameaça de ataques a usinas de energia. A mídia divulgou orientações de sobrevivência, e moradores correram aos supermercados, esvaziando prateleiras de alimentos e água. Dezenas de milhares fugiram para o litoral do mar Cáspio, causando engarrafamentos massivos.

Esforços diplomáticos frenéticos buscam salvar acordo

Com a ameaça iraniana de abandonar as conversas, esforços diplomáticos intensos ocorreram do Oriente Médio à China. O Paquistão, Turquia, Egito e Catar buscaram o Irã, mas foi a China, com seus laços econômicos estreitos, que rompeu o impasse.

Autoridades chinesas aconselharam o Irã a aceitar o cessar-fogo, sugerindo flexibilidade e a abertura do Estreito de Ormuz à navegação por duas semanas, considerando o impacto econômico global. O comandante do Exército do Paquistão informou Trump sobre o acordo iraniano, e o presidente americano concordou em aceitá-lo.

Acordo frágil e divergências surgem

Trump anunciou a suspensão dos bombardeios por duas semanas para trabalhar em um acordo de paz. Contudo, divergências sobre o alcance do acordo surgiram quase imediatamente.

O primeiro-ministro do Paquistão anunciou o cessar-fogo, mas Israel o considerou um “confronto separado” em relação ao Líbano. Trump e seus assessores não divulgaram os termos negociados, desdenhando uma proposta iraniana de 10 pontos.

Apesar de a Casa Branca anunciar que o vice-presidente JD Vance viajaria ao Paquistão para conversas com os iranianos, altas autoridades iranianas acusaram os EUA de violar o acordo. O presidente do Parlamento iraniano considerou as negociações “irracionais” diante dos ataques a Israel e da oposição americana ao enriquecimento nuclear do Irã.

Fonte: Infomoney

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