Um grupo de caminhoneiros mantém a paralisação das exportações de grãos no porto de Quequén, na Argentina, impactando o escoamento da produção nacional. O movimento persiste apesar de a maior parte do setor de transporte ter aceitado novas tarifas, gerando prejuízos logísticos significativos.

Impacto nas exportações de grãos
A paralisação, iniciada em 7 de abril, causa um represamento estimado entre 700 mil e 1,5 milhão de toneladas de commodities. Atualmente, mais de 30 navios aguardam a liberação para o carregamento. A motivação central do movimento reside no aumento de quase 30% nos preços dos combustíveis acumulado este ano, o que pressiona os custos operacionais do setor.

Situação dos portos e negociações
Diferente de Quequén, o porto de Bahia Blanca retomou suas operações normais com apoio de forças de segurança. Já o complexo portuário de Rosário, responsável por cerca de 80% das exportações do país, mantém suas atividades sem interrupções registradas até o momento.
A maioria das entidades representativas fechou acordos de tarifas entre 15 e 17 de abril para compensar a alta nos custos de logística. Contudo, o bloqueio isolado em Quequén mantém o alerta sobre o fluxo de exportações agrícolas na região.
Fonte: Infomoney