Café Arábica Ultrapassa US$ 3 por Libra-Peso com Queda de Estoques Certificados

Café arábica volta a ser negociado acima de US$ 3 por libra-peso na bolsa ICE, impulsionado pela queda de estoques certificados e demanda no vencimento de maio.

Os contratos futuros de café arábica negociados na bolsa ICE registraram um avanço de quase 4% nesta quinta-feira, superando a marca de US$ 3 por libra-peso. Este é o primeiro fechamento acima desse patamar desde 26 de março, impulsionado pela redução nos estoques certificados da bolsa e pelo interesse dos operadores em receber o produto no vencimento de maio.

A queda nos estoques certificados de arábica, que agora somam 515.000 sacas, é um fator chave. O fluxo de cafés para a ICE, especialmente da América Central, tem diminuído, conforme apontado por Ryan Delany, analista-chefe da Coffee Trading Academy (CTA). O volume de café pendente de inspeção para certificação também se mantém modesto, com 20.700 sacas, sem aumento significativo em abril.

Adicionalmente, observou-se um forte interesse de participantes do mercado em receber café no vencimento de maio na ICE, com 244 lotes em aberto. O café robusta também acompanhou a tendência de alta, subindo 3% e alcançando US$ 3.507 por tonelada métrica.

Cacau e Açúcar

No mercado de cacau, os contratos em Londres fecharam em alta de 1,1%, a 2.575 libras por tonelada, após um avanço de 3,7% no dia anterior. O contrato atingiu uma máxima de dois meses na semana passada, indicando a formação de uma nova faixa de negociação ligeiramente mais elevada. O processamento de cacau na Costa do Marfim, um indicador de demanda, aumentou 1,4% em março em relação ao ano anterior, alimentando expectativas de recuperação na demanda, especialmente após a perda de quase três quartos do valor do cacau desde o final de 2024. Em Nova York, o cacau subiu 0,9%, fechando a US$ 3.458 por tonelada.

O açúcar bruto apresentou pouca variação, mantendo-se a 13,60 centavos de dólar por libra-peso, após ter atingido a mínima de cinco anos na semana anterior. A queda do preço do açúcar, mesmo com o petróleo em alta, sugere um sentimento negativo e um excesso de oferta considerável. O clima mais seco em partes do centro do Brasil, maior produtor mundial, tem favorecido o desenvolvimento da safra de cana-de-açúcar. O açúcar branco, por sua vez, avançou 0,9%, a US$ 427,50 por tonelada.

Fonte: Moneytimes

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