Café arábica sobe 4% e supera patamar de US$ 3 na bolsa ICE

O café arábica registra alta e volta a ser negociado acima de US$ 3 na bolsa ICE, impulsionado pela redução de estoques certificados e alta do robusta.
Gráfico de negociação de contratos futuros de café arábica na bolsa ICE. Gráfico de negociação de contratos futuros de café arábica na bolsa ICE.
Café arábica sobe 4% e supera patamar de US$ 3 na bolsa ICE em destaque no AEconomia.news.

Os contratos futuros do café arábica registraram alta de quase 4% nesta quinta-feira, sendo negociados acima de US$ 3 por libra-peso na bolsa ICE. Este movimento marca o primeiro fechamento acima desse nível desde 26 de março, impulsionado pela redução dos estoques certificados e pela demanda dos operadores para o vencimento de maio.

O grão encerrou o pregão com valorização de 11,2 centavos de Dólar, atingindo US$ 3,0035 por libra-peso. Segundo analistas da Coffee Trading Academy, a queda no fluxo de oferta, especialmente da América Central, tem pressionado os estoques, que atualmente somam 515 mil sacas.

Dinâmica de mercado e estoques

A escassez de produto disponível para certificação na bolsa é um dos principais fatores para a valorização recente. O volume pendente de inspeção permanece em patamares modestos, sem sinais de aumento significativo. Além disso, o café robusta acompanhou o movimento de alta, subindo 3% e atingindo US$ 3.507 por tonelada métrica.

Enquanto as commodities agrícolas oscilam, investidores monitoram indicadores globais que impactam o apetite ao risco, como o comportamento dos juros futuros. A demanda por produtos básicos segue sendo um termômetro importante para o setor de bens de consumo.

Cacau e açúcar

No mercado de cacau, os preços em Londres subiram 1,1%, fechando a 2.575 libras por tonelada. Dados do setor indicam um aumento de 1,4% no processamento de cacau na Costa do Marfim em março, sinalizando uma possível recuperação na demanda global após a desvalorização observada desde o final de 2024.

Por outro lado, o açúcar bruto apresentou pouca variação, mantendo-se próximo a 13,60 centavos de Dólar por libra-peso. O Commerzbank destacou que o excesso de oferta global e o sentimento negativo limitam a recuperação dos preços, embora o clima seco no Brasil favoreça o início da colheita da cana-de-açúcar.

Fonte: Moneytimes

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