BTG Pactual (BPAC11): Itaú BBA reitera compra e vê potencial oculto

Itaú BBA reitera recomendação de compra para BTG Pactual (BPAC11), destacando potencial oculto em crédito consignado e no mercado preditivo.

O BTG Pactual (BPAC11) demonstra força e ainda apresenta potencial de crescimento, mesmo após a recente valorização de suas ações. Nos últimos 12 meses, o papel registrou uma alta de 67%.

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Analistas apontam que tensões geopolíticas, como o conflito no Irã, e a expectativa de cortes menores nas taxas de juros trouxeram volatilidade ao mercado. No entanto, os fundamentos da instituição financeira permanecem sólidos.

“As revisões de lucros continuam positivas. Reiteramos nossa recomendação de compra e sugerimos um aumento de posição”, afirmam os analistas.

O Itaú BBA avalia que as ações do BTG Pactual têm potencial de bom desempenho em diversos cenários. “O BTG possui um histórico notável na geração de ‘alfa’ em mercados desafiadores e está bem posicionado para capitalizar em ciclos de maior apetite por risco”, destacam.

O preço-alvo para as ações foi ajustado para R$ 63, superior aos R$ 58 anteriores.

BTG: potencial oculto no crédito consignado

O Itaú BBA ressalta que o banco possui um “trunfo” em seu portfólio: a expansão no mercado de crédito consignado privado. Este segmento pode se tornar uma nova e relevante fonte de receita para a instituição, tradicionalmente focada no mercado corporativo.

Desde o ano passado, o crédito consignado privado tem apresentado crescimento acelerado, impulsionado por mudanças regulatórias que facilitaram o acesso a crédito para trabalhadores formais.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego indicam que já foram concedidos R$ 110 bilhões neste segmento, um volume seis vezes maior que o registrado em todo o ano anterior.

Estimativas de analistas indicam que o BTG Pactual tem exposição superior a R$ 11 bilhões neste mercado, seja diretamente ou através do Banco Pan e de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).

Adicionalmente, a aquisição recente de 48% da fintech MeuTudo deve ampliar ainda mais essa participação, considerando que a empresa originou cerca de R$ 13 bilhões especificamente neste nicho.

“Com taxas de juros próximas de 4% ao mês, estimamos que uma carteira média de R$ 15 bilhões possa gerar um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de aproximadamente 50% para o banco, o que se traduz em mais de R$ 1 bilhão em lucros adicionais já neste ano”, calculam.

O Itaú BBA observa que, embora o retorno deste produto tenda a se normalizar com o tempo, o BTG Pactual se destaca pela sua capacidade de capturar esse potencial, “reforçando a abordagem ágil do banco”.

Exposição a grandes empresas em recuperação judicial

O Itaú BBA também aborda o cenário de aumento de pedidos de recuperação judicial e reestruturações de grandes empresas no Brasil. Companhias como GPA (PCAR3), Braskem (BRKM5), Raízen (RAIZ4) e CSN (CSNA3) estão em negociações com seus credores.

Nesse contexto, o BTG Pactual apresenta uma exposição relativamente menor a esses casos, frequentemente contando com garantias robustas em situações de inadimplência.

“O banco iniciou o ano bem provisionado, com histórico sólido de recuperação, e os spreads se ampliaram — o que abre oportunidades para instituições com balanço forte”, comentam.

Nova aposta: mercado preditivo

O mercado de previsão, comum no exterior, começa a ganhar espaço no Brasil. O Banco Central do Brasil já autorizou a B3 a operar com cinco tipos de índices econômicos, inicialmente restritos a investidores profissionais.

O BTG Pactual lançou o BTG Trends, uma plataforma de contratos derivativos baseados em probabilidades, buscando atuar neste segmento.

A solução utiliza ativos listados, como ações, para estruturar produtos binários (0 ou 1), oferecendo uma forma simplificada para o investidor de varejo.

“Embora ainda não seja relevante em termos de receita, trata-se de uma forma de construir marca, ganhar experiência e capturar prêmio de volatilidade ao estruturar esses contratos”, explicam.

Para o Itaú BBA, os produtos atuais representam apenas uma fração do potencial deste mercado, que pode movimentar entre R$ 20 bilhões e R$ 40 bilhões anualmente, dependendo da métrica.

Fonte: Moneytimes

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